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BRASIL

Diplomacia brasileira perde Marcos Azambuja, que morre aos 90 anos

Por Cris Menezes 29/05/2025 08:24 Atualizado em 29/05/2025 08:24
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© Tomaz Silva/Agência Brasil

Faleceu na quarta-feira (28), aos 90 anos, o embaixador Marcos Azambuja, um dos nomes mais respeitados da diplomacia brasileira. A morte foi confirmada pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), onde ele atuava como conselheiro emérito.

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Com uma carreira marcada por importantes missões diplomáticas, Azambuja foi vice-chanceler (secretário-geral do Itamaraty) e representou o Brasil como embaixador em países estratégicos, como Argentina (1992–1997) e França (1997–2003). Também comandou a delegação brasileira em fóruns internacionais sobre desarmamento e direitos humanos em Genebra, entre 1989 e 1990.

Ele teve papel central como coordenador da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a histórica Rio-92. Ao longo de sua trajetória, também passou por postos diplomáticos em Londres, Cidade do México e na sede da ONU, em Nova York.

Além da atuação diplomática, Marcos Azambuja foi articulista e conferencista. Produziu textos e palestras sobre desarmamento, meio ambiente, direitos humanos, integração regional e política espacial. Trabalhava atualmente em um livro com uma seleção de seus escritos.

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O Cebri lamentou profundamente a morte de Azambuja em nota oficial: “Com sua partida, o mundo ficou menos inteligente, menos divertido e menos sábio. Para o Cebri, é uma perda irreparável, já que o embaixador era um colaborador atuante desde a fundação da instituição. Nossas condolências à família, amigos e colegas”.

Vida e legado

Marcos Castrioto de Azambuja nasceu em 9 de fevereiro de 1935. Diplomata de carreira, ocupou alguns dos mais altos cargos do Itamaraty e contribuiu decisivamente para o fortalecimento da política externa brasileira.

Foi membro de diversas instituições relevantes, como o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), o Conselho Curador do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Grupo de Análise de Conjuntura Internacional da USP. Também integrou comissões internacionais sobre desarmamento e não proliferação de armas nucleares.

A morte de Marcos Azambuja representa a perda de uma das vozes mais lúcidas e experientes da diplomacia nacional.

Informações via Agência Brasil.

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