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MPAC entra com ação para criação de comissão de classificação no sistema prisional de Rio Branco

Por Cris Menezes 08/05/2025 09:50 Atualizado em 08/05/2025 09:50
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça que atua na área de segurança pública, ingressou com uma ação civil pública pedindo que o Estado crie a Comissão Técnica de Classificação (CTC) no Complexo Penitenciário de Rio Branco.

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Prevista na Lei de Execução Penal, a CTC é considerada essencial para garantir a individualização das penas e acompanhar o cumprimento das sentenças privativas de liberdade e restritivas de direitos. Entre as funções da comissão está a elaboração de exames criminológicos, que são obrigatórios para a progressão de regime dos presos. Para isso, é necessária uma equipe mínima formada por diretor, chefe de serviço, psiquiatra, psicólogo e assistente social.

A ação do MPAC busca corrigir falhas que afetam diretamente os direitos humanos dos apenados, além de contribuir para a redução da reincidência criminal, o que impacta a segurança de toda a sociedade. Hoje, segundo o órgão, há apenas um médico psiquiatra atendendo mais de 4.200 detentos no estado. Além disso, o sistema penitenciário tem ignorado decisões judiciais que exigem a realização dos exames criminológicos.

“Essa omissão grave do Estado resulta em violações aos direitos fundamentais e compromete a dignidade dos presos, alimentando um sistema prisional precário e com altos índices de reincidência”, afirma o promotor de Justiça Rodrigo Curti.

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O que pede o MPAC

Na ação, o MPAC solicita que o Estado do Acre e o Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) apresentem, em até 60 dias, um plano de ação com prazos definidos para implantar e estruturar as comissões técnicas nas unidades prisionais da capital.

Também pede que, no prazo de 30 dias, servidores com formação em psicologia e serviço social que hoje atuam em áreas administrativas sejam remanejados para compor as comissões.

Se necessário, o MPAC recomenda que sejam firmados convênios com as redes estadual ou municipal de saúde para garantir a presença de psiquiatras. Outra medida proposta é a convocação e capacitação de candidatos já aprovados em concurso público.

Por fim, o MPAC solicita que a Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) atue de forma integrada na coordenação dos esforços para a efetiva implantação das comissões e dos exames criminológicos.

Via MPAC.

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