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Aiatolá do Irã após ataque dos EUA: país não teme ameaças de Trump

Por Metrópoles 22/06/2025 23:27
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O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, disse, nesse domingo (22/6), que o país persa não vai se render e que não teme as ameaças realizadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração do iraniano é a primeira manifestação dele, depois que forças militares norte-americanas bombardearam três instalações de enriquecimento de urânio do país, no sábado (21/6).

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Em resposta ao presidente dos EUA, Khamenei criticou as falas de Trump, chamando-as de “ridículas”:

“Ele ameaça e, com uma declaração ridícula e inaceitável, pede explicitamente à nação iraniana que venha e se renda a mim. Quando uma pessoa observa essas coisas, fica verdadeiramente surpresa. (…) Dizer à nação iraniana para se render não é uma atitude sensata. Pessoas inteligentes que conhecem o Irã, conhecem a nação iraniana, conhecem a história do Irã, jamais diriam tal coisa. Render-se a quê? A nação iraniana não é de se render”, enfatizou Khamenei.

Escala da tensão no Oriente Médio

Ameaça de “danos irreparáveis”

O aiatolá do Irã indicou ainda que a ação militar dos Estados Unidos pode trazer “danos irreparáveis” aos próprios norte-americanos. “O que eles sofrerão nesse sentido é muito maior do que o que o Irã pode sofrer. O dano que os Estados Unidos sofrerão se entrarem militarmente neste campo será, sem dúvida, irreparável.”

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Em complemento ao pronunciamento, o perfil do líder iraniano no X também fez uma publicação direcionada a Israel, em tom ameaçador: “O inimigo sionista cometeu um grande erro, um grande crime; deve ser punido e está sendo punido; está sendo punido neste exato momento”.

O texto está acompanhando pela imagem de uma caveira sendo bombardeada, com referência à bandeira de Israel. Confira:

Publicação do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei

 

EUA ameaçam novos ataques

No sábado, depois de atacar o Irã, Donald Trump realizou um pronunciamento na Casa Branca, onde afirmou que caso o Irã não siga o caminho da paz, os militares norte-americanos poderão realizar novas ofensivas.

“O Irã, o tirano do Oriente Médio, precisa agora fazer a paz. Se não o fizer, os ataques futuros serão muito maiores e muito mais fáceis”, disse Trump. “Isso não pode continuar. Ou haverá paz, ou haverá uma tragédia para o Irã, muito maior do que a que testemunhamos nos últimos oito dias. Lembrem-se de que ainda há muitos alvos”, acrescentou.

A Convenção de Genebra veda ataques a usinas nucleares, visto o alto risco de perdas civis, em resultado a ações radioativas.

Não é de hoje que o primeiro-ministro de Israel pressiona os Estados Unidos para tentar frear a produção nuclear do Irã. Em 2015, Benjamin Netanyahu se dirigiu ao Congresso norte-americano para interferir nas negociações entre o então presidente Barack Obama e o Irã. Segundo ele, o programa nuclear iraniano seria capaz de construir uma infraestrutura capaz de fabricar uma bomba atômica.

“Um Irã mais perigoso, um Oriente Médio cheio de bombas atômicas e uma contagem regressiva para um pesadelo nuclear em potencial”, defendeu Netanyahu na época.

Em 13 de junho deste ano, Israel iniciou novos ataques contra o Irã, só que dessa vez com mísseis. A ofensiva de Netanyahu contra o território iraniano tinha como justificativa pôr fim ao programa nuclear do Irã, que, de acordo com Israel, estaria próximo da fabricação de uma bomba nuclear. O Irã, por outro lado, nega que o programa é utilizado para fins militares.

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