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Anvisa proíbe venda de três marcas de “Café Fake” por risco à saúde

Por Redação 02/06/2025 20:43 Atualizado em 02/06/2025 20:45
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta segunda-feira, 2 de junho, a venda de três marcas de pó para preparo de bebida com sabor de café que continham substâncias nocivas à saúde e matérias-primas impróprias para o consumo humano. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e afeta diretamente os produtos das marcas Master Blends, Melissa e Pingo Preto.

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Segundo a Anvisa, análises feitas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) detectaram a presença de ocratoxina A — uma micotoxina altamente tóxica, com potencial de causar danos severos aos rins — nos produtos. Além disso, foram encontradas outras impurezas e materiais estranhos que indicam falhas nas boas práticas de fabricação.

As irregularidades não se limitaram à contaminação. A agência também apontou que a rotulagem dos produtos induzia o consumidor ao erro, ao apresentarem as bebidas como sendo feitas de “polpa de café e café torrado e moído”, quando na verdade o ingrediente principal seria café arábica grão cru de qualidade inferior. Para a Anvisa, isso pode confundir o consumidor sobre a verdadeira natureza do produto, que deveria ser classificado como “café”.

Confira os produtos proibidos:

As investigações apontaram que o processo de fabricação apresentava falhas graves, como seleção inadequada da matéria-prima, ausência de controle de qualidade e problemas na produção. A decisão da Anvisa exige que os produtos sejam imediatamente retirados de circulação em todo o território nacional.

Posicionamento das empresas

Procuradas pela imprensa, apenas a Jurerê Caffe, responsável pela marca Pingo Preto, se manifestou. Em nota, a empresa afirmou que o produto em questão já não é mais fabricado desde janeiro de 2025 e que ele era classificado como “mistura para preparo de bebidas”, e não como café torrado e moído.

A empresa disse ainda que o projeto foi acompanhado pela Vigilância Sanitária de Santa Catarina, com validação dos ingredientes e da rotulagem. “No momento, trabalhamos única e exclusivamente nos esclarecimentos junto aos órgãos notificantes”, afirmou a Jurerê. A empresa declarou que não vê necessidade de recorrer da decisão, já que o produto não está mais no mercado.

Até o momento, Master Blends e D M Alimentos não se pronunciaram sobre a proibição.

O que o consumidor deve fazer?

A Anvisa orienta os consumidores que porventura tenham adquirido qualquer um dos produtos listados a suspender imediatamente o uso e comunicar o caso à Vigilância Sanitária local. A ingestão de produtos contaminados por ocratoxina A pode representar sérios riscos à saúde, especialmente com o consumo frequente.

Fonte: Diário Oficial da União / Anvisa

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