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Butantan cria dois testes rápidos que detectam leptospirose em 25 min

Por Metrópoles 26/06/2025 09:27
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O Instituto Butantan desenvolveu dois testes rápidos capazes de detectar a leptospirose em até 25 minutos — um feito com amostra de urina e outro com sangue. A novidade representa um avanço importante no diagnóstico da doença.

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Enquanto os métodos convencionais demoram dias ou até semanas para entregar um resultado conclusivo, os novos testes permitem uma resposta ágil, o que pode ser decisivo para o início do tratamento e evolução do quadro. O Ministério da Saúde estima que 40% dos pacientes graves vão a óbito.

As duas tecnologias foram desenvolvidas por pesquisadoras do Laboratório de Bacteriologia e do Centro de Desenvolvimento de Anticorpos do instituto, e já têm patentes concedidas pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Entenda a leptospirose

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Como funcionam os testes?

Os dois exames rápidos detectam a presença de anticorpos da bactéria Leptospira, causadora da leptospirose. O teste com urina, baseado em quimioluminescência (emissão de luz durante uma reação química) permite identificar a infecção logo no início.

Já o teste com sangue utiliza o método imunocromatográfico, similar ao dos testes rápidos de Covid-19, e é mais eficaz quando a bactéria já se espalhou pelo organismo.

Essa combinação permite ampliar as chances de um diagnóstico precoce, o que reduz complicações e internações.

“O diagnóstico da leptospirose é complexo, pois os sintomas se confundem com outras doenças febris como dengue, malária e febre amarela. Se tivermos um teste rápido, simples e eficiente, conseguimos tratar principalmente os casos graves”, afirma a pesquisadora Patricia Aniz, em comunicado. Ela coordenou o desenvolvimento das novas tecnologias.

Métodos tradicionais ainda são lentos e limitados

Hoje, o principal método de diagnóstico da leptospirose é o teste de aglutinação microscópica (MAT), considerado padrão ouro, mas que exige o cultivo da bactéria viva. Ele apresenta baixo desempenho na fase inicial da infecção e leva até 30 dias para um resultado conclusivo.

Outra técnica usada é o teste ELISA-IgM, que detecta anticorpos na fase aguda, mas tem baixa especificidade e pode gerar reações cruzadas com outras doenças.

Patricia aponta que a demora no diagnóstico compromete o tratamento. “Nesse tempo, a pessoa pode desenvolver sintomas graves”, destaca.

Tecnologia acessível

O teste imunocromatográfico criado pelo Butantan começou a ser desenvolvido no doutorado da pesquisadora Tatiana Gotti, com colaboração de Letícia Rocha, Roxane Piazza e Patricia Aniz. A tecnologia emprega uma fita de nitrocelulose e papel absorvente, à qual é adicionada uma amostra de soro.

O contato com reagentes específicos indica se há infecção: duas linhas vermelhas indicam resultado positivo; uma linha, negativo. O processo leva até 20 minutos.

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