22 de junho de 2026

Câmara aprova urgência do PL que amplia isenção do Imposto de Renda

Câmara aprova urgência do PL que amplia isenção do Imposto de Renda
Câmara aprova urgência do PL que amplia isenção do Imposto de Renda

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta segunda-feira (16/6), o requerimento de urgência do Projeto de Lei nº 2.692/2025 que altera os valores da tabela progressiva mensal do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (IRPF). A deliberação foi simbólica, ou seja, não houve votação nominal. A tramitação em regime de urgência suprime a apreciação e debates em comissões da Câmara, o que acelera a tramitação da proposta.

Entre as mudanças sugeridas, está a que aumenta a faixa de isenção do imposto para R$ 5 mil, a partir do ano que vem. Para quem tem renda de R$ 5 mil a R$ 7 mil, haverá redução na tributação, o que faz com que a cobrança do imposto seja reduzida. Nas contas do governo, a economia para o trabalhador na faixa de renda de R$ 5 mil a R$ 7 mil é estimada em R$ 1.822,01 por ano.

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Por outro lado, há o estabelecimento da cobrança de IRPF sobre dividendos, antes isentos. Esse tipo de renda terá alíquota de 10% quando ultrapassar o limite anual de R$ 50 mil. Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez uma defesa da proposta.

“A alíquota efetiva média [do IR] de quem ganha mais de R$ 1 milhão por ano é 2,5%. Tem alguma coisa errada com o Brasil. Tem alguma coisa muito errada com esse país”, criticou Haddad.

Crise

A mudança no cálculo do imposto de renda foi anunciada por Haddad, ainda, em 2024. A medida foi uma promessa de campanha do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). À época da divulgação da medida, houve uma crise de confiabilidade no governo com disparada do dólar para além dos R$ 6 e queda na bolsa de valores.

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O motivo da turbulência nos mercados foi a preocupação com a capacidade de o governo saldar as dívidas públicas, uma vez que deixar de cobrar imposto vai impactar na redução da arrecadação. O governo tentou amarrar a medida com o incremento na cobrança de outros tributos de maneira a compensar a renúncia fiscal, o que não foi bem recebido pelo mercado financeiro.