17 de julho de 2026

Cheia dos rios no Amazonas já deixa 36 municípios em situação de emergência

Cheia dos rios no Amazonas já deixa 36 municípios em situação de emergência
An aerial view of the town of Anama, flooded by water from the Solimoes river in Amazonas State, Brazil May 14, 2021. Picture taken May 14, 2021. Picture taken with a drone. REUTERS/Bruno Kelly
Foto: REUTERS/Bruno Kelly.

A cheia dos rios no Amazonas continua avançando e já atinge diretamente 36 dos 62 municípios do estado, segundo o último relatório da Defesa Civil. Mais de 371 mil pessoas foram impactadas pela elevação dos níveis dos rios, e a tendência é que o cenário se agrave nos próximos meses.

O estado enfrenta agora o período de cheia após ter vivido, em 2024, uma das secas mais severas da sua história, com estiagem recorde em várias regiões. Embora o pico das cheias geralmente ocorra entre março e julho, neste ano a intensidade está acima do normal e vem afetando todas as nove calhas hidrográficas do estado.

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Os municípios mais atingidos estão localizados ao longo das calhas dos rios Juruá, Purus, Madeira, Solimões e Negro. Veja quais cidades já decretaram situação de emergência:

  • Rio Juruá: Guajará, Ipixuna, Itamarati, Eirunepé, Juruá, Carauari

  • Rio Purus: Boca do Acre

  • Rio Madeira: Borba, Nova Olinda do Norte, Apuí, Humaitá, Manicoré, Novo Aripuanã

  • Rio Solimões: Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Santo Antônio do Içá, Tonantins, Amaturá, Fonte Boa, Maraã, São Paulo de Olivença, Japurá, Tefé, Coari, Jutaí, Careiro da Várzea, Caapiranga, Manaquiri, Anamã, Careiro, Anori

  • Rio Negro: Itacoatiara, Itapiranga, Boa Vista dos Ramos, Santa Isabel do Rio Negro

Situação grave em Santa Isabel do Rio Negro

Um dos casos mais críticos ocorre em Santa Isabel do Rio Negro, onde o nível do rio chegou a 7,3 metros na sexta-feira (6). Pelo menos quatro bairros da área urbana já estão alagados, com ruas submersas e casas invadidas pela água.

A principal via de acesso ao porto da cidade está completamente inundada, o que afeta diretamente o transporte de pessoas e mercadorias. Na zona rural, comunidades ribeirinhas também sofrem com a cheia, enfrentando dificuldades para se locomover e manter as atividades básicas do dia a dia.

As autoridades estaduais seguem monitorando a situação e prestando assistência às famílias afetadas. A Defesa Civil reforça a necessidade de medidas emergenciais e apoio humanitário para minimizar os impactos da enchente.