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Com Zambelli e Eduardo Bolsonaro fora, veja as apostas do PL para 2026

Por Metrópoles 20/06/2025 01:27
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Diante da debandada de campeões de votos do PL paulista para o exterior, o partido começa a pensar em candidatos que possam “puxar” outros nomes para a bancada de deputados federais.

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Diferentemente das eleições para presidente, governador e senador, na disputa eleitoral para deputado os votos do partido são contados proporcionalmente para o número de cadeiras que a legenda terá na Câmara.

O irmão do ex-presidente Jair Bolsonaro, Renato Bolsonaro, é uma das apostas do partido para desempenhar bem nas urnas. O presidente da legenda, Valdemar Costa Neto, também deve sair como candidato a deputado federal.

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Irmão do ex-presidente, Renato Bolsonaro deve sair como deputado federal em 2026

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Valdemar Costa Neto, presidente do PL, deve voltar às urnas em 2026

FOTO: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto3 de 8

Chamado de “Nikolas de SP”, Lucas Pavanato é uma das principais apostas do PL para 2026

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Zoe Martínez (PL), vereadora em São Paulo, é uma aposta do PL à Câmara dos Deputados

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Deputado estadual Gil Diniz, o “carteiro reaça”, deve ser candidato à Câmara em 2026

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O PL também aposta que Rosana Valle consiga aumentar o escopo dos votos

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O pastor Marco Feliciano (PL-SP) é outro candidato que tentará renovar o mandato

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O deputado estadual Major Mecca (PL-SP) também deve tentar uma vaga em Brasília

Divulgação/Alesp

Outra aposta é Lucas Pavanato, vereador mais votado nas eleições municipais de São Paulo.

“Caso eu dispute as eleições para deputado federal, terei boas chances. Mas, neste momento, minha prioridade é o mandato de vereador. Minha candidatura dependerá das necessidades do partido e do desejo do meu eleitorado. Tenho percebido que muitos eleitores e apoiadores gostariam de me ver em Brasília. Tendo isso em mente, e se o partido assim desejar, estou à disposição”, disse Pavanato ao Metrópoles.

Outro nome da Câmara Municipal de São Paulo citado por integrantes do PL é o da vereadora Zoe Martinez. Membros do partido também falaram dos deputados federais Rosana Valle e Marco Feliciano, e dos deputados estaduais Gil Diniz e Major Mecca.

Debandada de campeões de voto

Nas últimas eleições, Carla Zambelli foi a candidata à Câmara dos Deputados mais votada pelo PL em São Paulo. Condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 15 anos de prisão, ela saiu do país no fim de maio. Agora, está foragida e responde por um processo de extradição na Itália.

Eduardo Bolsonaro, o segundo deputado mais votado pelo PL paulista, também está no exterior. Licenciado da Câmara, o filho 03 de Jair Bolsonaro vive nos Estados Unidos. Nos bastidores, crescem especulações de que o parlamentar não irá voltar para o Brasil.

Aliados mais próximos de Eduardo, porém, afirmam que o plano do filho do ex-presidente é concorrer ao Senado, em 2026. De qualquer maneira, os votos de Eduardo não ajudariam a bancada paulista do PL na Câmara dos Deputados.

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Depois de Zambelli e Eduardo, os outros deputados mais votados pelo PL saíram do partido.

Ricardo Salles, o terceiro com mais votos, foi para o partido Novo. Salles afirma que deve sair candidato ao Senado e, caso o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) concorra à Presidência, se candidatará ao governo de São Paulo.

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, o quarto deputado mais votado do PL paulista, se filiou ao PP. Derrite planeja ser candidato ao Senado.

Somados, Zambelli, Eduardo, Salles e Derrite fizeram 2,5 milhões de votos – o que corresponde a 49% dos votos recebidos pelo PL de São Paulo para a Câmara dos Deputados.

Bancada paulista do PL

“Quem tem os votos é o Bolsonaro”

Para o deputado federal Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP), por mais que os nomes ventilados para 2026 sejam menos populares do que os candidatos de 2022, a indicação de Jair Bolsonaro aos quadros do PL vai garantir votos à legenda.

“Quem tem os votos é o Bolsonaro. Se os votos fossem deles, a gente se preocupava, mas é de quem o Bolsonaro indicar.”

Rodrigues usa como exemplo o desempenho da deputada Joice Hasselmann que, apoiada por Bolsonaro em 2018, fez mais de 1 milhão de votos. Em 2022, após romper com o ex-presidente e se filiar ao PSDB, teve pouco mais de 13 mil votos e não foi eleita.

O deputado estadual Tenente Coimbra (PL-SP), que vai tentar renovar seu cargo em uma “dobradinha” com Rosana Valle, diz que o partido deve manter o tamanho da bancada na Câmara.

“O PL vai ser protagonista. Quadros importantes serão substituídos por bons nomes”, afirmou Coimbra.

Além dos novos nomes, o PL também observa uma possível filiação de Tarcísio de Freitas, se o governador concorrer ao Planalto. O movimento promoveria um êxodo de nomes ligados a Tarcísio do Republicanos ao PL, ampliando o leque de possíveis candidatos a deputado.

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