Início / Versão completa
Geral

Direita supera esquerda em tempo de TV na corrida presidencial

Por Metrópoles 28/06/2025 09:26
Publicidade

O casamento entre o União Brasil e o PP deu ao grupo um ativo valioso para a eleição presidencial: tempo de TV.

Publicidade

Segundo cálculos de especialistas em direito eleitoral, elaborados a pedido da coluna, o bloco terá 2 minutos e 19 segundos a oferecer ao seu candidato ao Palácio do Planalto em 2o26.

Leia também

Além disso, contará com seis inserções diárias de 30 segundos cada — aquelas que entram na programação das TVs e rádios tão rapidamente que não dá tempo de o telespectador trocar de canal.

O bloco só não terá mais tempo do que o PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. A sigla terá 2 minutos e 10 segundos na disputa presidencial, segundo a projeção, e, sozinha, seis inserções de 30 segundos por dia.

Isso significa que a direita terá 5 minutos e 48 segundos do tempo total na eleição presidencial. Os programas são exibidos às terças, quintas e sábados. As inserções são diárias.

O bloco que elegeu o presidente Lula (PT, PCdoB e PV) não chega perto disso. Terá 1 minuto e 46 segundos de programa partidário, além de cinco inserções de 30 segundos por dia.

A federação União-PP exige que os dois partidos atuem juntos nas eleições. A aliança tirou do PT a chance de ter o União em seu palanque, uma vez que o PP é seu maior opositor, ou neutro na disputa presidencial.

O casamento foi articulado pelos presidentes do União, Antonio Rueda, e do PP, senador Ciro Nogueira (PI) — os dois homens que hoje dão as cartas na política em Brasília.

União Brasil de Antônio de Rueda e PP de Ciro Nogueira devem formar federação para 2026

O partido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (AP), indicou três ministros de Lula (Comunicações, Turismo e Integração) e centenas de cargos. O que, no entanto, não garantiu a Lula o apoio nem no Congresso, nem à sua reeleição.

Tempo de TV mostra musculatura da direita

O arranjo dos partidos de direita garante ainda outra vantagem ao seu escolhido para o Planalto.

“Eles terão um exército de candidatos a deputado federal que carregam, nas suas campanhas, o nome do candidato à Presidência”, observa Ricardo Porto, especialista em direito eleitoral.

O Centrão tem como foco justamente as eleições legislativas. E investe nisso.

A explicação: quem elege mais deputados tem o maior volume de recursos do fundo partidário e eleitoral. União e PP, por exemplo, somam R$ 1 bilhão — o maior valor entre todas as siglas para as eleições de 2026.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.