Início / Versão completa
ACRE

Dois feminicídios em uma semana no Acre escancaram violência contra mulheres dentro de casa

Por Cris Menezes 14/06/2025 16:08 Atualizado em 14/06/2025 16:08
Publicidade

Nesta semana, o Acre foi palco de dois casos brutais de feminicídio, ambos praticados por homens que diziam amar as vítimas. As histórias, embora distintas, seguem um padrão trágico: o fim de relacionamentos marcados por ciúmes, possessividade e violência.

Publicidade

No município de Rio Branco, o pastor evangélico Natalino do Nascimento Santiago, de 50 anos, foi preso suspeito de matar sua esposa, Auriscléia Lima do Nascimento, a golpes de terçado. Segundo a polícia, o crime teria sido motivado por uma discussão sobre a guarda do enteado de 5 anos, criado por ele como filho. O menino, inclusive, estava no colo da mãe no momento em que ela foi morta.

“Disse que foi o ciúme. Eles decidiram se separar no dia anterior, e a briga foi por conta da guarda da criança. Ele perdeu a cabeça e a matou”, relatou o delegado responsável pelo caso.

Em Senador Guiomard, o crime também teve motivação passional. José Rodrigues de Oliveira, de 54 anos, assassinou a ex-mulher Luana Conceição do Rosário, de 45, com diversas facadas. O autor do crime confessou o assassinato à polícia e afirmou que não aceitava o fim do relacionamento.

Publicidade

“Ele foi até ela, sem qualquer aviso ou chance de defesa, e a atacou. Disse que cometeu o crime por ciúmes e porque tentava reatar o relacionamento, mas ela não queria”, explicou o delegado Rômulo Carvalho.

Um retrato do Brasil
Casos como esses, infelizmente, não são exceções. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2023 uma mulher foi vítima de feminicídio a cada 6 horas no Brasil. A maioria das mortes acontece dentro de casa e tem como autores companheiros ou ex-companheiros.

A banalização da violência doméstica, o machismo estrutural e a lentidão na resposta institucional continuam a ser entraves para evitar tragédias anunciadas. Muitas mulheres, mesmo com medidas protetivas ou denúncias anteriores, ainda não encontram segurança e acolhimento suficientes para romper o ciclo da violência.

Se você ou alguém que você conhece está em situação de risco, procure ajuda.
Disque 180 – Central de Atendimento à Mulher. Atendimento gratuito e sigiloso.

A PM do Acre disponibiliza os seguintes números para que a mulher peça ajuda:

  • (68) 99609-3901
  • (68) 99611-3224
  • (68) 99610-4372
  • (68) 99614-2935

Veja outras formas de denunciar casos de violência contra a mulher:

  • Polícia Militar – 190: quando a criança está correndo risco imediato;
  • Samu – 192: para pedidos de socorro urgentes;
  • Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres;
  • Qualquer delegacia de polícia;
  • Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre. Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel.
  • Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa;
  • Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia;
  • WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008;
  • Ministério Público;
  • Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras).

 

 

 

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.