Início / Versão completa
Cidades

Feijó adota ensino em tempo integral com jornada de até 40 horas semanais na rede municipal

Por Cris Menezes 26/06/2025 10:32 Atualizado em 26/06/2025 10:32
Publicidade

A Prefeitura de Feijó sancionou nesta quinta-feira (26) a Lei Municipal nº 1.190/2025, que institui oficialmente a política municipal de Educação Integral em Tempo Integral. Com a medida, o município passa a integrar o Programa Escola em Tempo Integral, do Governo Federal, com o objetivo de ampliar a jornada escolar dos alunos e fortalecer o vínculo entre escola, família e comunidade.

Publicidade

A nova política educacional foi sancionada pelo prefeito Railson Correia (Republicanos) e entra em vigor imediatamente. A implementação será gradativa, conforme o cronograma da Secretaria Municipal de Educação.

Jornada estendida e currículo ampliado

De acordo com a nova legislação, as escolas que aderirem ao regime integral deverão funcionar com carga horária entre 35 e 40 horas semanais, com ao menos 7 horas diárias corridas. A matriz curricular será dividida entre os componentes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e atividades diversificadas, como oficinas de arte, cultura, tecnologia, cidadania e educação ambiental.

As atividades poderão ser desenvolvidas dentro ou fora do ambiente escolar e contarão com a atuação de professores e agentes de educação integral, contratados por meio de processo seletivo. Cada escola deverá elaborar seu próprio plano de educação integral, com proposta pedagógica e metodologias adaptadas à realidade local.

Publicidade

Para viabilizar a proposta, a lei autoriza a inclusão da função de Agente de Educação Integral no Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) do município, possibilitando também a contratação temporária de profissionais. A Secretaria Municipal de Educação poderá estabelecer convênios com instituições públicas e privadas, firmar acordos de cooperação técnica e contratar serviços para apoiar a execução do modelo.

As escolas serão adaptadas para oferecer a estrutura necessária ao funcionamento em tempo integral, com investimentos em espaços físicos, equipamentos e tecnologia educacional.

As unidades participantes deverão cumprir metas e apresentar resultados, com base em indicadores de qualidade definidos pelo Ministério da Educação (MEC) e pela própria Secretaria Municipal. A avaliação levará em conta dados internos e externos de desempenho dos estudantes.

Por fim, a nova legislação também estabelece que questões como jornada de trabalho, gratificações e regulamentações financeiras dos servidores vinculados ao regime integral serão tratadas pela Lei de Gestão Democrática, pelo PCCR municipal e por instruções normativas da Secretaria de Educação.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.