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Garoto que matou família planejava forjar documento para ver namorada

Por Metrópoles 26/06/2025 19:27
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O adolescente de 14 anos que assassinou a tiros os pais e o irmão de 3 anos em Itaperuna, no noroeste fluminense, já estaria planejando uma maneira de falsificar uma autorização de viagem interestadual para usar em companhias de transporte. Além disso, o menor pesquisou na internet como receber Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) de pessoas mortas.

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De acordo com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), o pai do menor possuía cerca de R$ 33 mil no fundo de garantia. As investigações apontam que o assassino queria ir a um “date” com uma namorada virtual, de 15 anos, que mora no Mato Grosso, e pretendia usar a quantia para viajar ao estado. As investigações apontam que o menor já estava arquitetando um método para falsificar uma autorização de viagem interestadual a fim de utilizar em companhias de transporte, uma vez que a família não aprovava o relacionamento deles.

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Saiba quem são pais mortos por filho, de 14 anos, após ser contrariado

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Família morta por adolescente de 14 anos

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Inaila Teixeira, 37 anos

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Antônio Carlos Teixeira, 45

Reprodução / Redes Sociais

Entenda o caso

A polícia está considerando duas hipóteses para o crime: uma delas é que os pais do adolescente eram contra o relacionamento virtual que ele mantinha. A outra é que os assassinatos tiveram motivação financeira.

“Essas proibições e o desagrado dos pais em relação ao relacionamento virtual dele com a menina de outro estado parecem ter sido fatores importantes. Foi isso que ele nos contou, pelo menos. No entanto, também existe a possibilidade de que a motivação tenha sido a ganância, já que ele sabia que o pai teria uma quantia significativa a receber do FGTS. Tudo isso ainda está sendo investigado”, disse Carlos Augusto Guimarães, titular da 143ª DP (Itaperuna).

Além disso, as autoridades estão averiguando se a namorada virtual teve alguma influência direta sobre o adolescente, levando ao crime. Ela foi localizada e identificada nesta quinta-feira (26/6) e levada para a delegacia de Água Boa (MT).

“Nada impede dela ter participado virtualmente. Se ela participou virtualmente, de forma a induzir, quer dar ideia ou instigar, quer reforçar a ideia da prática desses crimes, ela pode responder pelos meios devidos desse adolescente”, completou o delegado Carlos Augusto Guimarães, titular da 143ª DP.

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Dinâmica do crime

A mãe, que tinha 37 anos, e o pai, 45, foram encontrados na cisterna na residência da família. Aos agentes, o adolescente contou que esperou ambos dormirem, pegou a arma escondida debaixo da cama e efetuou os disparos contra os familiares.

Demonstrando uma tranquilidade assustadora, o adolescente contou ter tomado um energético para permanecer acordado e, durante a madrugada, pegou a arma do pai. Ele atirou na cabeça do pai, depois na mãe, e por fim, no pescoço do irmão caçula. Todos dormiam no mesmo quarto, por causa do ar-condicionado.

O pai da vítima tinha autorização como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), e a arma era registrada no nome dele. Ainda conforme as investigações, após o assassinato a sangue frio, o adolescente utilizou produtos químicos no chão e arrastou os corpos dos familiares para escondê-los no cômodo. Ainda não há indícios de que o garoto tenha pesquisado como cometer os assassinatos.

“Ele conversou de boa, frio, com respostas rápidas. Indagado por um investigador se voltaria no tempo, ele disse que não se arrependeu e que faria tudo de novo”, relatou o delegado titular, Carlos Augusto Guimarães.

A Polícia Civil do Mato Grosso (PCMT) está ouvindo a adolescente que mantinha um relacionamento virtual com o jovem. Ao mesmo tempo, os aparelhos eletrônicos do adolescente, como celular e computador, passam por perícia para esclarecer a dinâmica do crime e identificar se houve algum tipo de instigação ou apoio remoto.

O adolescente deve responder por ato infracional análogo a triplo homicídio e ocultação de cadáver.

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