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Indiciado por Abin Paralela, Carlos Bolsonaro ironiza: “PF do Lula”

Por Metrópoles 17/06/2025 08:27
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O filho 02 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e vereador Carlos Bolsonaro (PL) reagiu nas redes sociais após ser indiciado pela Polícia Federal (PF), nesta terça-feira (17/6), com a conclusão do inquérito que apurou o uso da estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para a espionagem ilegal de adversários políticos, a Abin Paralela.

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Através da rede social X, Carlos escreveu: “Alguém tinha alguma dúvida que a PF do Lula faria isso comigo? Justificativa? Creio que os senhores já sabem: eleições em 2026? Acho que não. É só coincidência.”.

Além do vereador, Bolsonaro, o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), que é ex-diretor da Abin, e o atual diretor da Agência, Luiz Fernando Corrêa, foram indiciados nesta terça-feira (17/6). Além deles, mais 31 pessoas teriam sido indiciadas durante toda a investigação. O inquérito, concluído, foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF).

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A apuração da PF gira em torno da utilização da Abin para o monitoramento de opositores e adversários políticos do ex-presidente entre 2019 e 2021, sob a gestão do então diretor do órgão, Alexandre Ramagem.

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O ex-presidente Jair Bolsonaro, indiciado pela PF no caso da Abi Paralela

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto2 de 8

Alexandre Ramagem (PL) concorreu a prefeito do Rio com apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro

Reprodução3 de 8

JHomem de confiança de Bolsonaro, Alexandre Ramagem foi alvo da PF em operação sobre suposta espionagem na Abin

Valter Campanato/Agência Brasil4 de 8

Carlos Bolsonaro posta foto de Ramagem tomando café com Bolsonaro

Reproduçaõ / Instagram 5 de 8

Deputado Alexandre Ramagem e Eduardo Bolsonaro

Vinícius Schmidt/Metrópoles6 de 8

Carlos Bolsonaro e Ramagem com Jair Bolsonaro; vereador e deputado são investigados por “Abin Paralela”

Reprodução7 de 8

Atualmente, Ramagem é deputado federal

Igo Estrela/Metrópoles8 de 8

Ramagem ao lado do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro

Reprodução/Redes sociais

De acordo com a PF, a espionagem paralela era feita por meio do software de inteligência israelense First Mile, adquirido durante o governo de Michel Temer. A ferramenta permite rastrear a localização de pessoas a partir de informações fornecidas por torres de telecomunicações.

Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, interceptação clandestina de comunicações e invasão de dispositivo informático alheio.

Como funcionava a espionagem

Foram identificados quatro núcleos responsáveis pelas atividades irregulares:

Os dois primeiros núcleos seriam os responsáveis por interferir em investigações da Polícia Federal contra filhos de Jair Bolsonaro, produzindo provas a favor de Renan Bolsonaro e preparando relatórios para a defesa do senador Flávio Bolsonaro.

A polícia não descarta a existência de outros núcleos e a participação de mais servidores ainda não identificados no esquema ilegal de espionagem.

Quem foi espionado pela Abin Paralela

Em julho de 2024, o ministro do Suprema Corte, Alexandre de Moraes, derrubou o sigilo da investigação. O documento liberado na ocasião cita os nomes das pessoas espionadas ilegalmente pela “organização criminosa”, por meio de sistemas da Abin, durante a gestão de Bolsonaro. As apurações revelaram que membros dos Três Poderes e jornalistas foram alvos de ações do grupo.

Veja os espionados:

Também houve a criação de perfis falsos e a divulgação de informações sabidamente inverídicas.

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