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Justiça

Justiça mantém condenação de mulher envolvida na morte brutal de adolescente em Rio Branco

Por Cris Menezes 10/06/2025 14:26 Atualizado em 10/06/2025 14:26
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Raquel Melo de Lima, de 13 anos, foi morta em Rio Branco — Foto: Arquivo pessoal

A Justiça do Acre negou o recurso apresentado por Tatiane Souza da Silva, a oitava condenada pela morte da adolescente Raquel Melo de Lima, de 13 anos, encontrada enterrada em uma cova rasa no início de 2021. A decisão, unânime, foi proferida pelos desembargadores Francisco Djalma, Samoel Evangelista e Denise Bonfim, que mantiveram a pena de 34 anos, 11 meses e 6 dias de prisão imposta à ré em dezembro de 2024.

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Tatiane foi condenada por homicídio triplamente qualificado, cárcere privado, ocultação de cadáver e por integrar organização criminosa. Sua defesa havia solicitado a redução da pena, mas os magistrados entenderam que a gravidade dos crimes, a premeditação e sua ligação com uma facção justificam a manutenção da condenação.

Segundo a decisão, as consequências do crime foram especialmente graves devido à pouca idade da vítima, à brutalidade dos atos cometidos e ao sofrimento imposto à família. O corpo da adolescente foi localizado pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) em uma área de invasão nas proximidades do Ramal do Pica-Pau, em Rio Branco. À época, a polícia informou que havia indícios da existência de outras covas no local.

De acordo com as investigações, Raquel teria pedido para deixar a facção criminosa à qual pertencia e, por isso, foi sequestrada de dentro de uma igreja e executada com um tiro no rosto. A motivação do crime teria sido o suposto envolvimento da vítima com uma facção rival, identificado por mensagens encontradas em seu celular.

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A Polícia Civil concluiu que a jovem foi levada ao chamado “tribunal do crime”, onde permaneceu em cárcere por horas antes de ser morta com disparos de arma de fogo e golpes de arma branca. O crime chocou a população pela crueldade.

No mesmo dia em que o corpo foi encontrado, os irmãos Yago da Silva Sabino, de 20 anos, e Tyego da Silva Sabino, de 18, foram presos em flagrante e, posteriormente, tiveram a prisão convertida em preventiva.

Julgamento coletivo

Ao todo, oito pessoas foram acusadas pelo assassinato de Raquel Melo. Sete delas foram julgadas em 2021, em júri popular, e condenadas a mais de 320 anos de prisão em regime fechado. Tatiane Souza da Silva estava foragida na época e, por isso, foi julgada separadamente.

Ao todo, oito foram denunciados por participação na morte de adolescente — Foto: Reprodução

Confira as condenações:

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