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Não foi acidente: por que morte de empresário é tratada como homicídio

Por Metrópoles 18/06/2025 01:27
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A morte do empresário Adalberto Amarilio Júnior, de 36 anos, passou a ser investigada como homicídio, após a divulgação dos laudos do Instituto Médico Legal (IML), nessa terça-feira (17/6).

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Inicialmente, o caso era investigado como morte suspeita, mas as autoridades deixaram de lado a hipótese de um possível acidente, após o laudo médico apontar que o empresário morreu por asfixia. Apesar da divulgação do relatório médico, a forma como o crime ocorreu ainda não foi esclarecida. Por essa razão, há duas possibilidades em investigação: morte por constrição torácica (provocada por pressão no tórax) ou asfixia resultante de pressão no pescoço.

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A divulgação da análise médica reforça a suspeita de que Adalberto pode ter sido morto por uma segurança que atuava no evento do Autódromo de Interlagos, na zona sul de São Paulo, onde o empresário estava com um amigo. Conforme mostrado pelo Metrópoles, um dos seguranças poderia ter aplicado um mata-leão na vítima, durante um possível confronto.

Adalberto desapareceu no dia 30 de maio, após não retornar de um evento de moto em Interlagos. Quatro dias depois, em 3 de junho, o corpo foi encontrado em um buraco, em uma área de obras dentro no autódromo.

Na semana do encontro do corpo, a diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHHP), Ivalda Aleixo, já acreditava que o empresário não teria caído no buraco e sim posto ali, já inconsciente. Além disso, o fato de Adalberto ter sido encontrado sem calças, sem os tênis e sem a câmera acoplada no capacete também levantou suspeitas.

À época, os investigadores também encontraram a vítima sem ferimentos aparentes, apenas com marcas no pescoço, que, segundo disse Ivalda Aleixo na ocasião, foram causadas pelo atrito com a fivela do capacete que o empresário usava.

Rafael Aliste, o amigo de Adalberto, chegou a ser considerado suspeito pela polícia. No entanto, apesar da investigação ter achado inconsistências no depoimento, a polícia descartou a participação dele por acreditar que não há indícios suficientes e entender que Rafael tem um álibi.

8 imagensFechar modal.1 de 8

A polícia achou corpo de Adalberto próximo ao posto 9 do Autódromo de Interlagos

TV Globo/Reprodução2 de 8

Os agentes localizaram o cadáver em um buraco de 2 metros de profundidade e 40 cm de diâmetro

TV Globo/Reprodução3 de 8

De acordo com a PM, a vítima estava de capacete, o que dificultou a confirmação da identidade do corpo

TV Globo/Reprodução4 de 8

Adalberto Junior estava desaparecido desde a última sexta-feira (30/5)

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O empresário Adalberto Junior com a esposa, Fernanda

Rede social/Reprodução6 de 8

Ele era empresário

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O empresário Adalberto Junior com a esposa Fernanda

Reprodução/Redes sociais8 de 8

Tinha 35 anos

Rede social/Reprodução

 

Desaparecimento

Quem era o empresário

Adalberto Júnior era dono da rede Óticas Angela, que tem unidades em Osasco e Barueri, na região metropolitana de São Paulo.

Ele era casado com Fernanda Dândalo. Nas redes sociais, a mulher publicou fotos do casal em viagens internacionais como Paris e Roma.

Adalberto também gostava passear de moto, hobby que era dividido com a companheira. Na última publicação do casal, Fernanda aparece ao lado do empresário, em frente a uma moto, com a legenda “motoqueiros selvagens”.

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