3 de junho de 2026

Presidente da Câmara pede ao STF rejeição de mandado de Nikolas Ferreira para CPI do INSS

Presidente da Câmara pede ao STF rejeição de mandado de Nikolas Ferreira para CPI do INSS

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que rejeite o mandado de segurança impetrado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que exige a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostas fraudes cometidas contra beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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Em resposta à ação movida pelo parlamentar mineiro, a Câmara argumenta que não houve omissão nem atraso injustificado no trâmite do pedido. De acordo com a Casa, o requerimento de Nikolas está sob análise e faz parte de uma fila que reúne atualmente 14 pedidos de CPI. “Não há qualquer indicativo de omissão ou retardamento injustificado”, diz trecho da manifestação da defesa da Câmara.

A discussão ocorre em meio às medidas adotadas pelo INSS para esclarecer os descontos indevidos em aposentadorias e pensões. Desde a última segunda-feira (9), o órgão começou a enviar aos segurados as respostas fornecidas pelas entidades responsáveis pelos débitos. Essas entidades têm o prazo legal de 15 dias úteis para responder, e os esclarecimentos estão sendo liberados de forma gradual.

Durante reunião da Comissão de Previdência da Câmara na terça-feira (10), o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, expressou preocupação com os possíveis impactos políticos e administrativos de uma CPI. Segundo ele, a investigação parlamentar pode atrasar o processo de ressarcimento das vítimas e transformar-se em um palco para disputas partidárias.

“Meu receio é que a CPI atrase o ressarcimento e se transforme em palco de disputa política, enquanto o interesse do cidadão fica em segundo plano”, afirmou o ministro aos deputados presentes.

O tema deve continuar em debate nos próximos dias, tanto no Legislativo quanto no Judiciário, enquanto milhares de beneficiários aguardam esclarecimentos e devolução dos valores descontados indevidamente.