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Sem unidade do IML, MPAC instaura procedimento para viabilizar perícias médico-legais no Hospital Geral de Feijó

Por Cris Menezes 10/06/2025 14:58 Atualizado em 10/06/2025 14:58
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Diante da ausência de uma unidade do Instituto Médico Legal (IML) no município de Feijó, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Criminal local, instaurou um procedimento administrativo para garantir a realização de perícias médico-legais em caráter suplementar e excepcional no Hospital Geral de Feijó.

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A iniciativa busca enfrentar as dificuldades para a realização de exames essenciais, como o exame de corpo de delito, cuja falta compromete a investigação criminal, o atendimento às vítimas e a efetivação de direitos fundamentais.

Entre as medidas propostas, o MPAC recomendou à Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) a adoção imediata de um sistema informatizado para registro, preenchimento e envio dos dados periciais, garantindo a segurança e a rastreabilidade das informações.

Também foi sugerida a estruturação de uma sala no Hospital Geral de Feijó, equipada com os recursos mínimos exigidos para a realização das perícias, conforme normas técnicas vigentes. Além disso, está prevista a capacitação de médicos locais para atuarem como peritos ad hoc – profissionais nomeados temporariamente para a função – com apoio técnico do Instituto de Criminalística, da Prefeitura de Feijó e da Polícia Civil, que também devem colaborar com a logística e os custos da formação.

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O MPAC orientou ainda a direção do hospital a priorizar o encaminhamento ágil de pessoas presas ou em flagrante para exames periciais, assegurando celeridade e proteção dos direitos fundamentais.

Órgãos como a Sesacre, a Secretaria Municipal de Saúde de Feijó, a Polícia Civil e o IML foram oficiados para adoção das providências e envio de informações atualizadas. Uma reunião institucional com todas as partes envolvidas será realizada em até 30 dias para definir o cronograma de implementação das ações.

O procedimento tem vigência inicial de um ano, podendo ser prorrogado mediante justificativa e apresentação de relatório circunstanciado. A promotora de Justiça Bianca Bernardes é a responsável pela condução dos trabalhos.

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