24 de junho de 2026

STF forma maioria sobre validade de decreto de Lula que limita armas

STF forma maioria sobre validade de decreto de Lula que limita armas
STF forma maioria sobre validade de decreto de Lula que limita armas

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira (24/6) para manter a validade de decretos assinados pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que restringem o acesso a armas e a munições. As medidas foram tomadas logo no primeiro dia de mandato de Lula, em 1º de janeiro de 2023. A flexibilização no acesso às armas havia sido feita pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O caso está em análise no STF por meio da ação declaratória de constitucionalidade (ADC) n° 85 no Plenário Virtual da Corte. Até o momento, votaram pela validade das medidas tomadas por Lula o relator do caso, ministro Gilmar Mendes,  e os colegas de Corte: Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Edson Fachin, Dias Toffoli, Nunes Marques, André Mendonça, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux.

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O texto do Decreto Nº 11.366, de 1º de janeiro de 2023, “suspende os registros para a aquisição e transferência de armas e de munições de uso restrito por caçadores, colecionadores, atiradores e particulares, restringe os quantitativos de aquisição de armas e de munições de uso permitido, suspende a concessão de novos registros de clubes e de escolas de tiro, suspende a concessão de novos registros de colecionadores, de atiradores e de caçadores, e institui grupo de trabalho para apresentar nova regulamentação à Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003”.

No relatório em quem deliberou sobre o tema, o ministro Gilmar Mendes susentou que o decreto é “formalmente constitucional” e que ele não “não viola as garantias constitucionais”. No relatório, Mendes explica que a decisão foi tomada após verificação de um parecer da Procuradoria Geral da República (PGR) e de informações específicas prestadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e pelo Comando do Exército.

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O decreto que restringiu o acesso a armas e munições foi assinado por Lula, mas também teve a co-autoria do então ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, que hoje integra o STF. A votação no Plenário Virtual segue até as 23h59 desta terça.