Início / Versão completa
Geral

Após interceptação, barco de ativistas pró-palestinos chega a Israel

Por Metrópoles 28/07/2025 05:27
Publicidade

O barco Handala, fretado pelo movimento pró-palestino “Flotilha da Liberdade”, chegou ao porto de Ashdod, em Israel, nesse domingo (27/7). A embarcação foi interceptada na noite de sábado (26/7) pelo exército israelense, enquanto se dirigia a Gaza levando ajuda humanitária à população palestina, segundo constatou um jornalista da AFP em Ashdod.

Publicidade

A organização “Flotilha da Liberdade” informou que, no momento da interceptação, os 19 ativistas e dois jornalistas internacionais a bordo foram detidos pelas autoridades israelenses. Entre os militantes, provenientes de 10 países, estão duas parlamentares do partido francês La France Insoumise: a eurodeputada Emma Fourreau e a deputada Gabrielle Cathala.

“Após 12 horas no mar, e após a interceptação ilegal do Handala, as autoridades israelenses confirmaram a chegada da embarcação ao porto de Ashdod”, afirmou a ONG israelense Adalah, especializada em assistência jurídica, em comunicado.

Leia também

A ONG enviou advogados ao porto, localizado no centro de Israel, e exigiu o direito de falar com os passageiros do barco, sem sucesso.

“Apesar de pedidos repetidos, as autoridades israelenses negaram aos advogados da Adalah o acesso aos militantes detidos para prestar assistência jurídica”, acrescentou.

“A Adalah reafirma que os militantes a bordo do Handala participavam de uma missão civil pacífica com o objetivo de romper o bloqueio ilegal imposto por Israel a Gaza. O navio foi interceptado em águas internacionais, e sua detenção constitui uma violação flagrante do direito internacional.”

Detalhes da interceptação

O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou, no início da manhã, que a marinha havia interceptado o Handala para impedir a entrada do barco nas águas próximas à Faixa de Gaza.

“A embarcação segue em segurança rumo à costa israelense. Todos os passageiros estão a salvo”, informou o ministério.

No sábado, uma transmissão ao vivo feita pelos ativistas a bordo do Handala mostrou soldados israelenses embarcando no navio. Um sistema de rastreamento online indicava que a embarcação estava em águas internacionais, a oeste de Gaza.

Antes de serem detidos, os tripulantes do Handala haviam declarado, em mensagem publicada na rede X, que iniciariam uma greve de fome caso o exército israelense interceptasse o barco e prendesse seus passageiros.

“Os capangas de Netanyahu abordaram o Handala. Eles atacam 21 pessoas desarmadas em águas internacionais, onde não têm nenhum direito, um sequestro do qual duas parlamentares francesas são vítimas”, reagiu Jean-Luc Mélenchon, líder do partido francês de esquerda radical La France Insoumise, na rede X. “Façam algo além de serem capachos de Netanyahu”, disse ele, dirigindo-se ao governo francês.

Segundo barco humanitário interceptado

O barco partiu do porto de Gallipoli, no sul da Itália, em 13 de julho, com o objetivo de romper o bloqueio naval israelense à Faixa de Gaza. A embarcação, um antigo barco de pesca norueguês, transportava material médico e alimentos para a população do território, devastado por mais de 21 meses de guerra.

A expedição foi financiada por campanhas de doações em apoio à população da Faixa de Gaza, que enfrenta uma grave crise humanitária.

O Madleen, o primeiro barco enviado pela mesma organização, também foi interceptado pela marinha israelense em águas internacionais no dia 9 de junho. Os militantes, entre eles a sueca Greta Thunberg e o brasileiro Thiago Ávila, acabaram sendo expulsos por Israel.

A interceptação do Handala ocorreu poucas horas antes do anúncio, por parte de Israel, de uma “pausa tática” nos combates, que permitiu a entrada dos primeiros caminhões com ajuda humanitária em Gaza em meses. Pressionado internacionalmente, o governo israelense também retomou os lançamentos aéreos de alimentos à população palestina do território.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.