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Brasil sai do Mapa da Fome da ONU após avanço histórico na segurança alimentar

Por Cris Menezes 28/07/2025 14:59 Atualizado em 28/07/2025 15:01
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O Brasil não faz mais parte do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O anúncio foi divulgado nesta segunda-feira (28) em Adis Abeba, na Etiópia, durante o lançamento do relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025 (SOFI 2025). O país alcançou esse marco em apenas dois anos, superando o período crítico de 2022, quando a fome atingia níveis alarmantes.

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O resultado considera a média trienal 2022/2023/2024, que colocou o Brasil abaixo do limite de 2,5% da população em risco de subnutrição — indicador que define a presença no Mapa da Fome.

Para o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, a saída do Mapa da Fome era o principal objetivo do governo do presidente Lula ao iniciar o mandato em janeiro de 2023, com previsão de cumprimento até 2026. “Mostramos que, com o Plano Brasil Sem Fome, muito trabalho duro e políticas públicas robustas, foi possível alcançar esse objetivo em apenas dois anos. Não há soberania sem justiça alimentar. E não há justiça social sem democracia”, afirmou.

Essa conquista é fruto de políticas públicas estratégicas, como o Bolsa Família, Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), Cozinha Solidária, valorização do salário mínimo, apoio à agricultura familiar, qualificação profissional, incentivo ao emprego e empreendedorismo, além da alimentação escolar fortalecida.

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Avanços sociais e econômicos

Entre 2022 e 2024, o Brasil registrou reduções históricas na insegurança alimentar grave e na pobreza extrema, que chegou a 4,4% em 2023 — o menor índice já registrado no país. Cerca de 24 milhões de pessoas saíram da insegurança alimentar grave nesse período.

No mercado de trabalho, a taxa de desemprego caiu para 6,6% em 2024, a mais baixa desde 2012, enquanto o rendimento mensal domiciliar per capita alcançou R$ 2.020, recorde histórico. A desigualdade também diminuiu, com o índice de Gini chegando a 0,506 — o melhor resultado da série histórica.

Além disso, das 1,7 milhão de vagas com carteira assinada abertas em 2024, quase 99% foram ocupadas por pessoas cadastradas no Cadastro Único do Governo Federal, com 75,5% beneficiários do Bolsa Família. Cerca de um milhão de famílias superaram a pobreza e deixaram de receber o benefício em julho de 2025.

Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza

O Brasil também lidera iniciativas internacionais, como a Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, proposta durante a presidência brasileira do G20 em 2024. Com 101 países membros, a Aliança busca fortalecer a cooperação global para erradicar a fome e a pobreza até 2030, alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

“O exemplo brasileiro pode ser adaptado em muitos países ao redor do globo. No Brasil, sair do Mapa da Fome é só o começo. Queremos justiça alimentar, soberania e bem-estar para todos”, ressaltou o ministro Wellington Dias.

https://x.com/LulaOficial/status/1949858053194453191

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