Início / Versão completa
Geral

Contra a dengue, DF começa a usar aedes aegypti infectado com bactéria

Por Metrópoles 29/07/2025 01:27
Publicidade

A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) vai liberar, em agosto deste ano, a primeira leva de mosquitos aedes aegypti Wolbito. Esses insetos estarão infectados com a bactéria Wolbachia, que impede o desenvolvimento dos vírus da dengue, zika e chikungunya no mosquito. A medida faz parte das ações de combate a essas doenças conhecidas como arboviroses. A previsão é de que a liberação desses insetos ocorra entre agosto de 2025 e janeiro de 2026.

Publicidade

De acordo com o documento da SES-DF que anuncia o início da implementação do método Wolbachia, os mosquitos Wolbito serão liberados nas Regiões Administrativas de Brazlândia, Sobradinho II, São Sebastião, Fercal, Estrutural, Varjão, Arapoanga, Paranoá, Planaltina e Itapoã — selecionadas por apresentarem, historicamente, maior vulnerabilidade à ocorrência de casos de dengue.

Leia também

Os Wolbitos se reproduzem e transmitem naturalmente a bactéria aos seus filhotes. Com o tempo, a maioria dos mosquitos daquela região passa a ter a Wolbachia, reduzindo assim a transmissão das doenças.

O esquema não envolve modificação genética, e, ainda segundo o documento,  a bactéria Wolbachia não é transmissível para seres humanos. “Um método seguro para pessoas, animais e o meio ambiente. Essa estratégia é aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), sendo utilizada em diversas regiões do Brasil e do mundo”, diz o texto.

Dengue no DF

Entenda o método

A alternativa foi desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Monash, na Austrália, em 2008. Ao contrário dos métodos tradicionais já utilizados no Brasil, como o uso de inseticidas químicos e campanhas de remoção de criadouros, a tecnologia Wolbachia é autossustentável.

A presença da bactéria atrapalha o desenvolvimento dos vírus da dengue, zika e chikungunya, ajudando na redução das doenças. Como consequência, os mosquitos infectados com Wolbachia apresentam uma carga viral significativamente menor, o que reduz a capacidade de transmissão dos vírus durante a picada.

Após a colonização artificial, os mosquitos infectados com a Wolbachia são soltos para se reproduzirem com os insetos locais, gerando uma nova população de Aedes aegypti com carga viral menor. A bactéria não pode ser transmitida para humanos ou outros mamíferos.

 

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.