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Declaração do Brics critica aumento de tarifas, mas poupa EUA

Por Metrópoles 06/07/2025 13:27
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Rio de Janeiro — A declaração de líderes do Brics, divulgada durante a cúpula do Rio de Janeiro, neste domingo (6/7), traz críticas ao “aumento indiscriminado de tarifas” e às medidas protecionistas de comércio. O comunicado, no entanto, não faz menção aos Estados Unidos de Donald Trump, que tem adotado a política do “tarifaço”.

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“O sistema multilateral de comércio está há muito tempo em uma encruzilhada. A proliferação de ações restritivas ao comércio, seja na forma de aumento indiscriminado de tarifas e de medidas não-tarifárias, seja na forma de protecionismo sob o disfarce de objetivos ambientais, ameaça reduzir ainda mais o comércio global, interromper as cadeias de suprimentos globais e introduzir incerteza nas atividades econômicas e comerciais internacionais, potencialmente exacerbando as disparidades econômicas existentes e afetando as perspectivas de desenvolvimento econômico global”, diz o texto.

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O bloco também manifesta “sérias preocupações” com o aumento de medidas tarifárias e não-tarifárias, tomadas de forma unilateral. Na visão do Brics, essas ações “distorcem o comércio e são inconsistentes com as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC)”.

EUA

Como mostrou o Metrópoles, a declaração adotada também poupa os Estados Unidos no caso dos ataques ao Irã, no último 13 de junho. Apesar das tentativas de Teerã de endurecer a linguagem do comunicado, o documento evitou fazer menção à participação de Washington na ofensiva.

“Condenamos os ataques militares contra a República Islâmica do Irã desde 13 de junho de 2025, que constituem uma violação do direito internacional e da Carta das Nações Unidas, e expressamos profunda preocupação com a subsequente escalada da situação de segurança no Oriente Médio. Expressamos ainda séria preocupação com os ataques deliberados contra infraestruturas civis e instalações nucleares pacíficas sob totais salvaguardas da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), em violação ao direito internacional e a resoluções pertinentes da AIEA”, destaca o texto.

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