17 de junho de 2026

Edvaldo Magalhães defende reajuste geral anual proposto por servidores públicos: “é possível sim encontrar uma saída”

Edvaldo Magalhães defende reajuste geral anual proposto por servidores públicos: “é possível sim encontrar uma saída”

O deputado estadual Edvaldo Magalhães (PCdoB) defendeu, durante audiência pública na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), nesta segunda-feira (7/7), realizada para discutir o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), saídas para que o Estado conceda o reajuste geral anual dos servidores públicos do Poder Executivo.

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“Essa Casa aprovou nos últimos três anos, leis vindas do Tribunal de Justiça, do Ministério Público do Acre, do Tribunal de Contas e da Defensoria. Mas, eu destaco os três poderes, reajustando o salário dos seus servidores levando em consideração uma realidade bem objetiva, repondo as perdas dos servidores. Ninguém deu aumento real. Aprovamos rapidamente. O que não conseguimos aprovar, até hoje, foram as perdas dos servidores do Poder Executivo”, disse Edvaldo Magalhães.

Ainda de acordo com ele, uma das saídas para melhorar a arrecadação do Estado era a convocação dos aprovados no concurso da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). O tema deve ser analisado esta semana pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE/AC). Edvaldo pediu a sensibilidade dos conselheiros.

“Eu defendo, publicamente, que na próxima quinta se aprove a excepcionalidade para se contratar os técnicos da Sefaz, quero contar com a sua combativa defesa, conselheira Naluh, para aumentarmos a arrecadação. Se é verdade que tem essas limitações, também é verdade que fazer o reajuste anual não tem limitação na Lei de Responsabilidade Fiscal. Não tem. Então, pau que bate em Chico, bate em Francisco. Existe possibilidades. A questão dos servidores está em cima da mesa”, voltou a defender o parlamentar.

Com relação à previdência estadual, Edvaldo foi enfático: “a outra questão é da previdência. E um buraco sem fundo, um saco sem fundo com problemas graves. O governo está apresentando uma proposta. Eu não estou me colocando contra a proposta que o governo está apresentando. Eu acho uma medida necessária, agora: insuficiente. É como se você botasse um curativo. Vamos resolver a questão das certidões para o governo receber dinheiro”, lembrou.

Ao final, ele mencionou que preciso, às vezes, medidas “amargas”, para o bem da maioria dos servidores. “É possível sim encontrar uma saída para os servidores públicos, é. Assim como é necessário discutir a previdência, é. Não vou só discutir as coisas fáceis, eu quero discutir as coisas difíceis, inclusive impopulares. Vamos fazer uma discussão aberta para que a gente tenha a responsabilidade política de olhar par ao futuro dizendo: tem escolhas que podem ser feitas para abraçar a maioria e tem decisões amargas a serem tomadas para garantir a sobrevivência da maioria”.

Projeções orçamentárias

Com relação a diferença percentual de 2023 a 2026, Edvaldo ressaltou que o orçamento ao ser projeto sempre vem subdimensionado, porém as receitas ao final de cada ano provam o contrário.

“A gente precisa fazer esse debate de forma honesta e bem transparente. Se é verdade que o orçamento não comporta todos os sonhos, também é verdade a opção que se adotará, as medidas a serem tomada também tem caráter de escolha. Essa nossa LDO ela vem com a marca antiga. De 2023 para 2024, ela projetou um acréscimo de 18,13%. De 2024 para 2025, 12,25% e 2025 para 2026, ela diminui mais ainda, 11,91%. Só que quando termina o ano tem aquele relatório que pouca gente ler, a receita dar um pulo. Ela sempre é projetada para baixo e se realiza para cita. Parece que na hora de projetar, cai o espírito da Farias Lima. Mas, na hora, a arrecadação sempre supera. Só estou constatando que há uma projeção para baixo”, frisou.