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Gleisi acusou Moraes de perseguir a democracia e adversários; vídeo

Por Metrópoles 31/07/2025 17:27
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A relação de lua de mel do PT com o ministro Alexandre de Moraes é uma novidade. O partido foi contra sua nomeação para o Supremo Tribunal Federal em 2017 e expôs críticas durante a sabatina e em nota oficial.

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Na época, a hoje ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou que Moraes era uma ameaça à democracia no Brasil e o acusou de perseguir opositores.

“O nosso indicado é um militante partidário convicto, aliás, com posicionamentos externados, e filiado (ao PSDB). Nós temos posicionamentos até de perseguição política por parte do indicado em relação ao PT”, disse a então senadora durante o processo de sabatina. “Reiteramos aqui a preocupação com seus posicionamentos no Supremo, especialmente em relação à democracia”, prosseguiu.

Oito anos depois, Gleisi mudou totalmente sua posição e hoje milita em apoio ao ministro – alvo de sanções do governo Donald Trump acusado de perseguir políticos de direita, em especial o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Na sabatina, a então senadora criticou o finado PSDB por mudar de posição de acordo com a conveniência política – os tucanos condenaram Edson Fachin por posições políticas à esquerda, mas pouparam Moraes:

“Eu fico espantada como as pessoas se adequam rapidamente às conjunturas que lhes interessam.”

E ironizou:

“Será que, mais uma vez, teremos na República alguém pedindo para esquecermos o que escreveu?

Leia o discurso da então senadora:

É extremamente preocupante. Não é possível que a gente tenha um ministro do Supremo com vinculação e compromissos partidários. Essa frase é do senador Aécio Neves em 2015, durante a sabatina de Fachin na CCJ.

Eu fico espantada com a forma como as pessoas se adequam rapidamente às conjunturas que lhes interessam. Acabou-se de discursar sobre a necessidade de respeitar os posicionamentos políticos dos indicados ao STF.

Os que foram leões contra Fachin hoje estão aqui, mansos, diante de uma sabatina em que o nosso indicado é um militante partidário convicto — aliás, com posicionamentos externados, além de filiado a partido político. Nós temos registros de perseguição política por parte do indicado em relação ao PT, bem como manifestações públicas de apoio ao impeachment da presidenta Dilma.

Vivemos tempos sombrios. É indiscutível que o país atravessa uma séria e profunda crise política e institucional, que impõe grandes desafios à nossa golpeada democracia. Por isso, o incômodo e o temor em relação à sua indicação.

O senhor disse que se considera imparcial e que irá se guiar pela Constituição. A que o senhor atribui manifestações tão contundentes contrárias à sua indicação, como as que estamos presenciando? Há muita indignação por parte da opinião pública. Não vimos isso em outras indicações para o Supremo.

O abaixo-assinado do 11 de Agosto, por exemplo, reuniu 278 assinaturas contrárias à sua indicação.

Reiteramos aqui a preocupação com seus posicionamentos no Supremo, especialmente em relação à democracia e ao respeito aos movimentos sociais.

O senador Requião — digno de ser ouvido — relatou que contratou um especialista jurídico para orientá-lo sobre apoiar ou não sua candidatura ao Supremo. Segundo ele, o especialista afirmou: se Alexandre de Moraes fosse senador, ele não votaria no indicado Alexandre de Moraes.

Será que, mais uma vez, teremos na República alguém pedindo para esquecermos o que escreveu?

 

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