2 fevereiro 2026

Lula diz que estar no Mercosul “protege” os países do bloco, após crítica de Milei

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Nesta quinta-feira (3/7), Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que estar no Mercosul “protege” os países que integram o bloco e garantiu que existe um certo tipo de “blindagem” contra guerras comerciais alheias. A declaração de Lula vai em contradição ao discurso do presidente da Argentina, Javier Milei, que opinou que as ações conjuntas do grupo acabaram por “prejudicar” a maior parte dos cidadãos.

“Toda a América do Sul se tornou uma área de livre comércio baseada em regras claras e equilibras. Estar no Mercosul nos protege. Nossa tarifa externa comum nos blinda de guerras comerciais alheias. Nossa robustez institucional nos credencia perante o mundo com parceiros confiáveis”, declarou o presidente do Brasil.

 

Veja as fotosAbrir em tela cheia Lula fez discurso contundente e altamente crítico nesta terça-feira (1º/07) durante lançamento do Plano SafraReprodução: YouTube/Canal Gov Lula durante momento em que defende autonomia do Banco CentralReprodução: YouTube/Canal Gov Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)Foto: Ricardo Stuckert LulaReprodução: YouTube/Canal Gov Lula afirmou estar “feliz da vida”, mesmo com pesquisas com cenário não promissorReprodução: YouTube/Canal Gov

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De acordo com Luiz Inácio Lula da Silva, um número cada vez maior de países está interessado em se aproximar do bloco. O presidente, que recebeu o comando do Mercosul pelo Brasil nos próximos seis meses, ainda afirmou que terá cinco prioridades: o fortalecimento do comércio entre os países do bloco e com parceiros externos; enfrentamento da mudança do clima e promoção da transição energética; desenvolvimento tecnológico; combate ao crime organizado e promoção dos direitos dos cidadãos.

“Enfrentaremos o desafio de resguardar nosso espaço de autonomia em um contexto cada vez mais polarizado. A presidência brasileira representará uma oportunidade para refletir sobre o lugar que almejam ocupar no novo tabuleiro global”, disse o presidente brasileiro durante a da reunião de cúpula do Mercosul, em Buenos Aires.

Javier Milei, por sua vez, criticou a burocracia do bloco e sugeriu que seus membros estão submetidos a restrições devido à regra de não poderem negociar por conta própria – uma “cortina de ferro”.

“Se o Mercosul foi criado com a intenção de nobre de integrar as economias da região, em algum momento esse norte foi afundando e a ação comercial conjunta terminou por prejudicar a maioria dos nossos cidadãos em prol de privilegiar alguns setores. A barreira que levantamos para nos proteger comercialmente em um momento que considerávamos valioso, terminou por nos excluir do comércio e da competição globais e acabou castigando nossas populações com piores bens e serviços a piores preços”, pontuou o presidente da Argentina.

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