Início / Versão completa
Geral

Para Lira, Congresso e governo devem “dar um passo atrás” sobre o IOF

Por Metrópoles 03/07/2025 15:27
Publicidade

O deputado federal Arthur Lira (PP-AL) comentou nesta quinta-feira (3/7), durante o Fórum de Lisboa, sobre a rusga entre Congresso e governo federal acerca da derrubada do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Para ele, é momento “de todo mundo dar um passo para trás”.

Publicidade

A fala do ex-presidente da Câmara dos Deputados acontece após o governo, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), protocolar ação no Supremo Tribunal Federal (STF) que reivindica a constitucionalidade do decreto de reajuste do IOF, assinado por Lula.

“É momento de todo o mundo dar um passo para trás e se conter. Temos um país que precisa de diretrizes e de maneira organizada. Não acho que as mais pesadas estejam maiores. O processo político é dinâmico. O Congresso tem sua autonomia, assim como Executivo e Judiciário. Diálogo é o que precisa ser feito neste momento para que as coisas voltem à sua normalidade”, disse Lira.

6 imagensFechar modal.1 de 6

Publicidade

O ex-presidente da Câmara Arthur Lira

Vinícius Schmidt/Metrópoles2 de 6

Lira em sessão na Câmara

IGO ESTRELA/METRÓPOLES
@igoestrela3 de 6

IGO ESTRELA/METRÓPOLES
@igoestrela4 de 6

Arthur Lira

IGO ESTRELA/METRÓPOLES
@igoestrela5 de 6

IGO ESTRELA/METRÓPOLES
@igoestrela6 de 6

Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE), no plenário

IGO ESTRELA/METRÓPOLES
@igoestrela

 

Leia também

Imposto de renda

Relator do projeto de Imposto de Renda, Lira destacou, também, que o momento não favoreceu o debate sobre o seu relatório, que era esperado ser apresentado na Comissão Especial na última semana.

“O clima não me parece propício para liberar o texto, quando essa semana muitos de nós estaríamos aqui em Portugal, o presidente Lula em diversas missões, vários ministros fora do Brasil. A gente espera que, no retorno, poderemos continuar as conversas”, expôs Lira.

O texto enviado pelo governo federal ao Congresso em março amplia a faixa de isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil por mês. A medida pode beneficiar cerca de 10 milhões de brasileiros. Já quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7 mil mensais também contará com descontos que vão de 7,5% até 75%.

O governo federal abrirá mão de arrecadar R$ 25,84 bilhões no próximo ano com a ampliação. Para compensar, a equipe econômica propôs tributar as altas rendas e os dividendos no exterior.

Proposta do IR

A proposta prevê um imposto mínimo de 10% para aqueles que recebem a partir de R$ 50 mil por mês (R$ 600 mil ao ano). A tributação mínima, que será progressiva, deve impactar 141,4 mil pessoas (ou 0,13% dos contribuintes do país).

Serão excluídos do cálculo do imposto devido os seguintes rendimentos: ganhos com poupança, títulos, indenizações, aposentadorias, pensão por moléstias graves e outros rendimentos mobiliários isentos.

Segundo o Ministério da Fazenda, a tributação mínima da população “super-rica” trará R$ 25,22 bilhões aos cofres públicos, além de R$ 8,9 bilhões adicionais da taxação e 10% na remessa de dividendos para o exterior — apenas para aqueles que moram fora do país.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.