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POLICIAL

PF realiza ações contra falsificação de documentos usados para obter auxílio-reclusão

Por Marcos Henrique 31/07/2025 07:37 Atualizado em 31/07/2025 07:38
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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (31), duas operações simultâneas para desarticular grupos criminosos envolvidos em fraudes no recebimento do auxílio-reclusão, benefício pago pelo INSS a dependentes de presos em regime fechado. As ações, chamadas de Falsi Captivi – 2ª Fase e Prison Fake, foram realizadas nos municípios de Manaus e Manacapuru, no Amazonas.

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As investigações apontam que os dois grupos atuavam falsificando documentos públicos para solicitar o benefício de forma irregular. Em muitos casos, o auxílio era requerido em nome de pessoas que nunca estiveram presas, enquanto em outros, os criminosos adulteravam certidões de recolhimento prisional para prolongar o tempo de reclusão e, assim, aumentar os valores recebidos.

A Operação Falsi Captivi é um desdobramento da ação realizada em novembro de 2024, que revelou o uso de um escritório de atendimento previdenciário para acobertar as fraudes em Manaus. Desde então, novas provas foram coletadas, levando à identificação de mais envolvidos no esquema.

Já a Operação Prison Fake investiga um grupo distinto, com atuação concentrada em Manacapuru. Os criminosos também usavam documentos falsos para solicitar o auxílio, muitas vezes utilizando os dados de moradores da cidade — alguns conscientes da fraude, outros sem saber que seus nomes estavam sendo usados.

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Embora sejam associações diferentes, a Polícia Federal encontrou indícios de comunicação entre os dois grupos. Por isso, as ações foram realizadas no mesmo dia, com o objetivo de evitar a destruição de provas e a fuga de suspeitos, como ocorreu na primeira fase da Falsi Captivi.

Durante as operações, estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, autorizadas pela Justiça Federal do Amazonas. As investigações continuam, e os envolvidos poderão responder por crimes como falsificação de documentos públicos, estelionato contra a Previdência Social e organização criminosa.

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