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PT faz eleição interna envolto em indefinição. Entenda disputas

Por Metrópoles 06/07/2025 01:27
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O Partido dos Trabalhadores (PT), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realiza neste domingo (6/7) o primeiro turno do processo de eleição direta (PED). Mais de 2 milhões de filiados escolherão, no pleito interno, as novas direções municipais, estaduais e nacional da sigla pelos próximos quatro anos.

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O favorito para suceder Gleisi Hoffmann na presidência nacional do PT, após quase oito anos da paranaense no cargo, é o paulista Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara por quatro mandatos.

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Ele acumula o apoio de nomes de peso no partido, como o próprio presidente Lula, a ministra das Relações Institucionais Gleisi, o ministro da Fazenda Fernando Haddad e o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Além de Edinho, outros três candidatos disputam o posto, com poucas chances de levar a disputa a um segundo turno:

Como será a votação

Racha e troca de acusações

Nos estados, porém, a disputa ganha tons mais complexos. Às vésperas do ano eleitoral, candidatos às presidências estaduais e municipais do partido entraram no ringue com troca de acusações, o que elevou a temperatura. Há rachas na maior parte das unidades federativas.

Um dos casos é o de Minas Gerais, que teve uma reviravolta na última semana da disputa. Atualmente, quatro candidatos estão no pleito: Dandara Tonantzin, Esdras Juvenal, Juanito Vieira e a deputada estadual Leninha.

A deputada federal Dandara Tonantzin esteve oficialmente impedida pelo diretório nacional de seguir no páreo na última terça-feira (1º/7), depois de a candidatura ter sido suspensa por uma dívida partidária de cerca de R$ 130 mil.

No entanto, o juiz substituto plantonista Jerônimo Grigoletto Goellner da 17ª Vara Cível de Brasília concedeu, no sábado (5/7), uma liminar autorizando Dandara a concorrer ao pleito.

A parlamentar afirma ter feito o pagamento dentro do prazo, com um estorno bancário corrigido assim que a notificação foi feita. Sua candidatura tem apoio do atual presidente do PT mineiro, deputado estadual Cristiano Silveira, e do deputado federal Reginaldo Lopes.

Situação nos estados

No Distrito Federal e no Rio Grande do Sul, o cenário também é complexo, com cinco e seis candatos na disputa, respectivamente.

No Paraná, terra da ex-presidente do partido Gleisi Hoffmann, a ministra apoia o atual presidente do PT-PR, deputado estadual Arilson Chiorato. Entre os candidatos que disputam o cargo, está o deputado federal Zeca Dirceu, filho do ex-ministro.

Já no Espírito Santo, a concorrência acirrada está entre a deputada federal Jack Rocha e o deputado estadual João Cóser, ex-prefeito da capital Vitória e apoiado por Iriny Lopes, ex-ministra das Mulheres do governo Dilma Rousseff.

O cenário na Bahia opôs dois pesos pesados do PT: de um lado, o ministro Rui Costa, da Casa Civil, apoia Jonas Paulo. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, por sua vez, apoia Tássio Brito.

No Rio de Janeiro, disputa o deputado federal Reimont, apoiado por outros parlamentares como o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias. Contra ele, o prefeito de Maricá, Washington Quaquá, vice-presidente nacional da sigla, lançou o filho como candidato à presidência estadual: Diego Zeidan.

As disputas internas nos estados mostram, dentro do partido, visões divergentes do tom que o governo Lula deve adotar para a disputa presidencial no próximo ano. Também é uma prévia das disputas por candidaturas na eleição geral de 2026, como a de candidaturas ao Senado Federal ou construção de alianças com outros partidos.

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