9 de julho de 2026

“Se Lula sinalizar, eu negocio com o Trump”, diz Bolsonaro sobre tarifa dos EUA

“Se Lula sinalizar, eu negocio com o Trump”, diz Bolsonaro sobre tarifa dos EUA
“Se Lula sinalizar, eu negocio com o Trump”, diz Bolsonaro sobre tarifa dos EUA

O ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (17/7) que estaria disposto a negociar diretamente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a suspensão da tarifa de 50% imposta sobre produtos brasileiros. A condição, segundo ele, é que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “sinalize” para que ele participe das tratativas e que seu passaporte, atualmente retido por decisão da Justiça no âmbito da investigação sobre tentativa de golpe, seja devolvido.

“Se o Lula sinalizar para mim, sei que não é ele quem vai dar o passaporte, eu negocio com o Trump. Quem não vai conversar vai pagar um preço alto”, declarou Bolsonaro aos jornalistas. Ele afirmou ainda que teria sucesso em conseguir uma audiência com o republicano, com quem mantém proximidade desde os tempos em que ambos estavam na Presidência.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Jair Bolsonaro em coletiva no Senado FederalReprodução Tarifa de Trump contra Brasil acende alerta entre especialistas: “crise diplomática com impacto real”Reprodução Carolina Antunes/PR Luiz Inácio Lula da SilvaFoto: Agência Brasil Bolsonaro e Donald TrumpReprodução: X “Esse país vai ter pela primeira vez um presidente sendo eleito 4 vezes”, diz LulaReprodução/Canal Gov

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A fala ocorre em meio à crise gerada pela decisão do governo Trump de impor um tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, medida que deve entrar em vigor no início de agosto. A justificativa de Trump, segundo comunicado oficial, seria a resposta à “perseguição política” sofrida por Bolsonaro no Brasil. Lula, por sua vez, classificou a medida como “uma total falta de respeito” e alertou que o país está preparado para retaliar economicamente.

Bolsonaro também destacou o papel do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos e, segundo o ex-presidente, tem atuado para conter os efeitos da decisão americana. “Meu filho Eduardo tem portas abertas na Casa Branca e no Capitólio. Ele está fazendo muito mais do que o Itamaraty”, afirmou.

As declarações reforçam a tentativa de Bolsonaro de se manter como uma figura influente nas relações internacionais do Brasil, mesmo estando fora do poder e investigado pela Justiça. A eventual devolução do passaporte, no entanto, depende de decisão judicial e está vinculada ao inquérito que investiga sua suposta participação em uma trama para anular as eleições de 2022.