Início / Versão completa
Geral

Violência contra profissionais de saúde aumenta 68% em dez anos no Brasil

Por Redação 13/07/2025 10:02 Atualizado em 13/07/2025 10:02
Publicidade

A violência contra profissionais de saúde no Brasil disparou na última década. Um levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) apontou que os casos de agressão contra médicos cresceram 68% entre 2014 e 2024, com um recorde de 4.562 boletins de ocorrência registrados em 2024 — o que representa cerca de 12 agressões por dia só em consultórios e hospitais.

Publicidade

Enfermeiros e técnicos também sofrem

A problemática não se restringe aos médicos. Dados de 2023 do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren‑SP) revelam que 80% dos profissionais de enfermagem já foram vítimas de agressão no ambiente de trabalho. No Distrito Federal, a proporção chega a alarmantes 82,7%.

Karina Valverde, técnica de enfermagem de 45 anos, foi agredida em maio na Zona Oeste de São Paulo, após tentar organizar acompanhantes na sala de medicação. “Fui arranhada, socada, apanhava sozinha”, conta. Ela teve de se afastar por sofrimento emocional, com sintomas como alopecia e ansiedade – “todo plantão é assim: trabalhamos sob ameaça… medo de morrer”.

Já uma médica que atua em pronto‑socorro infantil em Guarapari (ES), sob condição de anonimato, alerta que as agressões verbais são recorrentes e “normalizadas” — e que, em um único plantão, foi atingida por um soco no rosto de uma mãe impaciente por atendimento.

Publicidade

Especialistas apontam que a combinação de superlotação, demora no atendimento e falta de preparo emocional da população tem criado um ambiente hostil. Falhas na segurança institucional, como a ausência de suporte efetivo de seguranças e bolos por proteção legal e policiamento, agravam a situação.

Diante do cenário, autoridades e sindicatos exigem ações concretas:

Além de comprometer a saúde física e mental dos profissionais, o aumento da violência ameaça a qualidade do atendimento médico no Brasil, estimulando o medo no ambiente de trabalho. A própria Karina diz: “Dizem que atendemos com cara feia, mas é medo mesmo.”

Resumo dos pontos principais :

Este é um retrato da realidade crítica vivida por quem cuida da saúde dos brasileiros – e um alerta urgente para políticas públicas eficazes.

Com informações do G1

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.