Dia: 24 de agosto de 2025
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De acordo o último estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), baseado na PNAD Contínua, divulgado no início deste ano, 12,7% das crianças e adolescentes acreanos vivem sem acesso à água encanada, o índice mais alto do Brasil. Além disso, 31,5% das residências onde vivem menores não têm saneamento adequado, o que representa o maior percentual nacional. Essa realidade expõe meninos e meninas a riscos de saúde e evidencia a falta de infraestrutura básica. Outro dado preocupante é o da pobreza multidimensional. Conforme o relatório “Pobreza Multidimensional na Infância e Adolescência no Brasil”, também do Unicef, 83,9% das crianças e adolescentes do Acre estavam em situação de privações em 2022. Em 2023, os dados foram ainda alarmantes, com a seguinte configuração: 18,6% enfrentavam privação de educação; 14,1% não tinham acesso à informação; 2,4% estavam em situação de trabalho infantil; 18,1% viviam em moradias inadequadas; 22,2% não tinham acesso à água de qualidade; 68,9% não contavam com saneamento adequado; e 38,3% viviam em lares com privação de renda. A educação infantil também aparece como um dos pontos frágeis. O Censo Demográfico 2022 revelou que apenas 68,98% das crianças de 4 a 5 anos frequentam a escola, uma das menores taxas do país, ficando à frente apenas do Amapá. Já entre os 6 e 14 anos, a frequência sobe para 96,65%, e entre adolescentes de 15 a 17 anos, 81,44%. Outro desafio enfrentado no Acre é o registro civil de nascimento. Embora tenha havido avanços, cerca de 1.312 crianças de até 5 anos no Acre ainda não possuem registro oficial, segundo o Censo 2022 do IBGE. Isso representa aproximadamente 1,5% do total, um dado que, embora baixo, revela uma barreira significativa ao acesso a direitos básicos.
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