9 de julho de 2026

Agências determinam que Sabesp diminua retirada de água do Cantareira

Agências determinam que Sabesp diminua retirada de água do Cantareira
Agências determinam que Sabesp diminua retirada de água do Cantareira

A Sabesp terá que diminuir o volume de água retirado do Sistema Cantareira imediatamente. A medida foi determinada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas), que gerenciam juntas o Cantareira, por causa do baixo nível em que se encontra o reservatório.

Com isso, o volume autorizado de retirada de água do Cantareira sai dos atuais 31 metros cúbicos por segundo (m³/s), permitidos em agosto, e vai para 27 m³/s, em setembro. Uma economia, portanto, de 4m³/s. A média mensal de volume retirado do reservatório neste mês pela Sabesp estava em 30,55 m³, segundo boletim divulgado pela companhia.

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4 imagensSistema do CantareiraSistema Cantareira, responsável por abastecer a Grande SPSistema Cantareira é responsável por fornecimento em São PauloFechar modal.1 de 4

Sistema Cantareira, responsável por abastecer a Grande SP

Divulgação/Sabesp2 de 4

Sistema do Cantareira

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Sistema Cantareira, responsável por abastecer a Grande SP

Divulgação/Alesp4 de 4

Sistema Cantareira é responsável por fornecimento em São Paulo

Reprodução/ TV Globo

A redução no limite máximo de retirada de água segue as regras definidas por uma resolução conjunta criada após a crise hídrica de 2014. O documento aponta qual o volume permitido de retirada de água de acordo com o total de água acumulada nos reservatórios.

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Entenda os limites

  • No caso do Cantareira, quando o volume acumulado for igual ou maior que 30% e menor que 40%, a situação é considerada de “alerta” e a retirada de água deve seguir o limite máximo de 27 m³/s. Nesta sexta-feira (29/8), o volume do reservatório está em 35%.
  • A resolução tem outras duas faixas mais “críticas” e duas mais “leves”. O melhor cenário (faixa 1), quando o volume acumulado é igual ou maior que 60%, permite que sejam retirados 33 m³/s.
  • A faixa 2, considerada de “atenção”, é quando o volume é igual ou maior que 40% e menor que 60%, e permite a retirada de 31m³/s. Em agosto, era esta a faixa em vigor.
  • As mais críticas são as faixas 4, nomeada de “restrição”, e 5, apelidada de “especial”. No primeiro caso, a retirada é limitada a 23 m³/s e acontece quando o volume fica igual ou maior que 20% e menor que 30%. Já a faixa especial, quando o volume é menor do que 20%, restringe a retirada a 15,5 m³/s.

Nesta semana, a Sabesp anunciou redução na pressão da água enviada aos consumidores durante o período da noite, seguindo uma determinação da Arsesp, como medida preventiva, para evitar uma crise no abastecimento. A medida começou nessa quarta-feira (27).

Como mostrou o Metrópoles, o volume total dos sete reservatórios de água que abastecem a região metropolitana de São Paulo apresentaram o menor índice para esta época, 38%, desde a crise hídrica de 2015, quando marcaram 11,4%, segundo a Sabesp.