4 de julho de 2026

Agressão brutal em escola foi inspirada em tribunal do crime. Vídeo

Agressão brutal em escola foi inspirada em tribunal do crime. Vídeo
Agressão brutal em escola foi inspirada em tribunal do crime. Vídeo

A Polícia Civil do estado do Mato Grosso (PCMT) concluiu a investigação que apurava o brutal espancamento praticado por quatro adolescentes contra uma colega, na Escola Estadual Carlos Hugueney, em Alto Araguaia (MT), na última segunda-feira (4/8).

As investigações apontam que as menores envolvidas, que têm entre 11 e 14 anos, mantinham entre si um grupo organizado, com atribuições e regras internas semelhantes a uma facção criminosa e que a vítima teria sido castigada por, supostamente, descumprir uma dessas regras.

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Segundo a PCMT, durante a sessão de violência, a vítima, que tem 12 anos, foi obrigada a não chorar, sob pena de sofrer mais agressões.

Diante das provas colhidas, o delegado responsável pela condução da investigação, Marcos Paulo Batista de Oliveira, sugeriu a internação das adolescentes pelos atos infracionais análogos aos crimes de tortura e integração de organização criminosa, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A sugestão foi acatada pela 1ª Vara de Alto Araguaia, nesta quarta-feira (6/8). Com a decisão, foram expedidos mandados de busca e apreensão para cumprimento da medida socioeducativa de internação das três adolescentes envolvidas.

No caso da quarta menor envolvida, houve o impedimento legal para aplicação de medida socioeducativa de internação, nos termos do ECA, uma vez que ela tem apenas 11 anos.

A sessão de tortura

O espancamento da menina de 12 anos foi inteiramente gravado e passsou a circular nas redes sociais logo após o ocorrido.

No vídeo, a vítima aparece ajoelhada enquanto é agredida com socos, chutes. As adolescentes chegaram a usar um cabo de vassoura para golpear a menina. As imagens são fortes.

Veja:

Ao fim da agressão, uma das adolescentes afirma que a vítima “nem chorou”.

Em nota, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) informou que apura o caso “com rigor”.

Segundo a Seduc, as equipes gestora e psicossocial da escola e da Diretoria Regional de Educação foram mobilizadas para prestar atendimento à vítima, aos demais envolvidos e às suas famílias, com o objetivo de oferecer acolhimento e suporte necessários.