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Justiça

Alexandre de Moraes, do STF, determina a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro

Por Cris Menezes 04/08/2025 16:46 Atualizado em 04/08/2025 16:46
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Flávio Bolsonaro postou imagem do pai, de casa, falando ao telefone com ele no ato em Copacabana — Foto: Reprodução/Instagram

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (4) a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão é um desdobramento de investigações em andamento no STF e foi motivada pelo que Moraes classificou como descumprimento de medidas cautelares anteriormente impostas a Bolsonaro.

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Na decisão, o ministro afirma que Bolsonaro utilizou as redes sociais de seus aliados, incluindo as de seus três filhos parlamentares, para divulgar mensagens que “incentivam e instigam ataques ao Supremo Tribunal Federal” e apoiam uma “intervenção estrangeira no Poder Judiciário”.

Quebra das medidas cautelares

Moraes havia determinado uma série de medidas cautelares a Bolsonaro no dia 25 de julho, por indícios de que o ex-presidente estaria obstruindo o processo no qual é réu por tentativa de golpe de Estado. Entre as restrições estavam a proibição de usar redes sociais, de entrar em contato com outros investigados e a obrigação de usar tornozeleira eletrônica.

O ministro considerou que o ex-presidente violou a proibição ao usar as redes dos filhos. Um dos exemplos citados foi uma postagem no perfil do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que exibiu o pai em casa, mandando uma mensagem de apoio a manifestações pró-Bolsonaro. Na gravação, Bolsonaro dizia: “Boa tarde, Copacabana. Boa tarde, meu Brasil. Um abraço a todos. É pela nossa liberdade. Estamos juntos”.

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Detalhes da prisão domiciliar

A prisão domiciliar será cumprida na residência de Bolsonaro, em Brasília. Além disso, o ministro impôs novas restrições:

O despacho de Moraes ressalta que as ações de Bolsonaro demonstram a “necessidade de medidas mais gravosas de modo a evitar a contínua reiteração delitiva do réu”. O ministro argumentou que o ex-presidente, mesmo sem usar seus perfis diretos, manteve “influência ativa” no debate político digital ao produzir material para terceiros, “driblando a censura direta aos seus canais”.

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