9 de julho de 2026

Após série bíblica da Record, Duda Matte participa de drama na HBO Max

Após série bíblica da Record, Duda Matte participa de drama na HBO Max
Após série bíblica da Record, Duda Matte participa de drama na HBO Max

A jovem atriz gaúcha Duda Matte já acumula um currículo expressivo na arte. Entre seus trabalhos de destaque estão o protagonismo em “Ela Disse, Ele Disse”, adaptação cinematográfica do best-seller de Thalita Rebouças, e o longa “Meninas Não Choram”, quando raspou os cabelos para interpretar uma jovem com câncer.

Neste momento, ela está no ar na Record com “Paulo, O Apóstolo” e se prepara para a estreia da série “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente”, na HBO Max, marcada para o próximo dia 31, ao lado de Johnny Massaro, Ícaro Silva e Bruna Linzmeyer. A trama retrata o início da epidemia de HIV nos anos 1980.

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Em “Paulo, O Apóstolo”, Duda faz a Otávia, filha de imperador e prometida em casamento a Nero. Segundo ela, o papel exigiu intensa preparação, incluindo aulas de latim:

“Foi meu segundo trabalho de época, mas em ‘Paulo’, o mergulho foi outro. A história se passa em 50 d.C., então precisei estudar bastante, inclusive a língua. Tive falas em latim, mas o mais desafiador, sem dúvida, foi compreender e interpretar as violências daquele tempo, como parte da normalidade cotidiana da personagem. Para mim, e acredito para a maioria, certos acontecimentos históricos são difíceis até de ler”, ressalta.

Em “Máscaras de Oxigênio Não Cairão Automaticamente”, ela interpreta Olívia, uma jovem perspicaz e sonhadora, que aspira estudar jornalismo. Ao se aproximar da boate Paradise, ela passa a documentar a vida de um grupo profundamente impactado pela epidemia de HIV. Relata que o processo começou com forte carga emocional:

“Recebi a cena do teste e já fiquei profundamente tocada. A leitura coletiva foi ainda mais intensa. Em um dos monólogos, eu e Matheus Costa, que faz meu par na trama, terminamos em lágrimas. O texto é poderoso e é impossível não se envolver”.

O que mais a impressionou foi o silêncio que cercava o HIV nos anos 1980: “É assustador perceber o quanto o tema foi banalizado e tratado com desinformação. Sou privilegiada por ter crescido em um ambiente aberto ao diálogo e acesso à informação”. Duda aguarda o lançamento de dois novos trabalhos no cinema – ‘Quatro Meninas’ e ‘Era Uma Vez a Minha Primeira Vez’.

Além disso, sonha com o convite para viver uma grande vilã no audiovisual.

“Pode soar clichê, mas sonho com uma vilã inesquecível, daquelas que o público ama odiar, que comete atrocidades, mas conquista um certo fascínio. Acho um tipo de personagem fascinante”, finaliza.