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Argentina identifica 28 membros do PCC no país e batismos em prisões

Por Metrópoles 11/08/2025 10:27
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O ministério da Segurança Nacional da Argentina identificou 28 membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) no país. Oito deles estão em unidades prisionais argentinas, e realizam batismos de entrada na facção, nos moldes do que ocorre em prisões brasileiras.

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A informação foi divulgada pela ministra da Segurança, Patricia Bullrich, em coletiva de imprensa realizada na última terça (5/8).

Na ocasião, ela também anunciou o Comissário-Geral Pascual Mario Bellizzi com o recém-nomeado diretor do Departamento Federal de Investigações (DFI) da Polícia Federal Argentina – órgão que está à frente das investigações contra a facção paulista.

Bellizzi afirmou que a presença do PCC na Argentina ainda é incipiente, o que não diminui o alerta das autoridades locais. “Embora não haja uma infiltração transcendente no país, eles estão tentando fazer isso, [como fizeram] em outros países do continente americano, onde a presença é muito mais importante”, disse.

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Batismo nas prisões e caráter de máfia

De acordo com o governo argentino, integrantes do PCC estão realizando cerimônias de iniciação e batismo de novos membros em prisões do país. No ato, os novos “irmãos” recebem um número de registro.

“Essas práticas replicam o modus operandi documentado no Brasil, onde o PCC construiu grande parte de seu poder com base em sua influência no sistema prisional”, afirmou o Ministério da Segurança Nacional da Argentina.

O chefe do DFI destacou que, assim como no Brasil, a facção demonstra aos seus novos membros o poder econômico que tem, se encarregando dos custos que envolvem os cuidados e a proteção desses integrantes e seus familiares. A tática costuma atrair a lealdade dos batizados.

Para Belluzzi, o modus operandi do PCC se assemelha ao das máfias italianas. “Podemos realmente chamá-los de organizações mafiosas. Eles têm rituais, métodos de iniciação similares a outras organizações mafiosas europeias, como por exemplo as italianas”, afirmou.

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Membros identificados

Conforme a pasta, dos 28 membros identificados, oito estão detidos em unidades prisionais federais e provinciais. No grupo restante, de 20 pessoas, há indivíduos foragidos, sob investigação ou que foram expulsos ou extraditados.

Um desses membros seria Fábio Rosa Carvalho, conhecido como “Fábio Noia” e apontado como um dos líderes do PCC no Rio Grande do Sul. Ele foi preso na capital argentina em 1º de agosto. Até a última atualização, o réu aguardava a extradição para o Brasil.

Força-tarefa busca desarticular PCC na Argentina

Bellizzi reforçou que um dos principais objetivos do DFI é identificar todos os possíveis membros do PCC na Argentina, para então desmantelar a organização, “e evitar a todo custo que se instalem no nosso país, porque esse tipo de organização é muito violenta”. O chefe das investigações chamou a meta de “grande desafio”.

“Nossa primeira medida é evitar, a todo custo, que se instalem dentro de nosso país”, disse o chefe das investigações, que afirmou procurar evitar principalmente a relação entre o PCC e facções locais, geralmente ligadas ao narcotráfico e tráfico de armas.

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