16 de junho de 2026

Ataques de Israel em Gaza matam cinco jornalistas da Al Jazeera

Ataques de Israel em Gaza matam cinco jornalistas da Al Jazeera
Ataques de Israel em Gaza matam cinco jornalistas da Al Jazeera

O jornalista da Al Jazeera, Anas al-Sharif, de 28 anos, morreu em Gaza, durante ataque israelense direcionado a uma tenda que abrigava profissionais da imprensa. Além dele, segundo o veículo de comunicação, outros quatro colegas, jornalistas da empresa, também morreram após o ocorrido.

Em comunicado, o Exército de Israel confirmou que matou Al-Sharif, e o acusou de liderar uma célula do Hamas e “lançar ataques com foguetes contra civis israelenses e tropas”. Os outros mortos foram: o correspondente da Al Jazeera, Mohammed Qreiqeh, e os cinegrafistas Ibrahim Zaher, Mohammed Noufal e Moamen Aliwa.

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Pouco antes de ser morto, Al-Sharif compartilhou um vídeo no X e informou que Israel havia lançado bombardeios intensos e concentrados nas partes leste e sul de Gaza. Confira:

قصف لا يتوقف…
منذ ساعتين والعدوان الإسرائيلي يشتد على مدينة غزة. pic.twitter.com/yW8PesTkFT

— أنس الشريف Anas Al-Sharif (@AnasAlSharif0) August 10, 2025

O jornalista deixou, também, uma carta escrita em 6 de abril para ser publicada nas redes sociais, caso ele morresse. Em determinado trecho, ele lamenta deixar a família e afirma que “viveu a dor em todos os seus detalhes” e “experimentou a dor e a perda repetidamente”.

“Apesar disso, nunca hesitei em transmitir a verdade como ela é, sem distorção ou deturpação, esperando que Deus testemunhasse aqueles que permaneceram em silêncio, aqueles que aceitaram nossa matança e aqueles que sufocaram nossas próprias respirações”, disse ele.

Anas al-Sharif, de 28 anos, morto em Gaza

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Israel diz que jornalista era terrorista

O exército israelense alega que Anas al-Sharif se passava por jornalista, mas que, na verdade, era “chefe de uma célula da organização terrorista Hamas”. Segundo Israel, existem documentos que confirmavam o envolvimento do jornalista em atividades terroristas.

“Os documentos incluem listas de pessoal, listas de cursos de treinamento terrorista, listas telefônicas e comprovantes de salário do terrorista, e fornecem provas inequívocas de que ele serve como terrorista militar do Hamas na Faixa de Gaza. Os documentos também comprovam a integração do terrorista do Hamas à rede Al Jazeera do Catar”, informou o exército em nota.