Sucesso em mais de 10 países, “A Manhã Seguinte” ganha montagem inédita no Brasil, com estreia marcada para o dia 5 de setembro. O espetáculo, dirigido por Thereza Falcão e Bel Kutner, tem no elenco Carol Castro, Gustavo Mendes e Angela Rebello, além de Bruno Fagundes, que recentemente esteve no ar na novela “Volta por Cima”, da TV Globo. No palco, ele dá vida a Tomás. A peça ficará em cartaz até 12 de outubro, no Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea, no Rio de Janeiro.
Escrita pelo aclamado dramaturgo inglês Peter Quilter, a comédia é repleta de reviravoltas sobre encontros inesperados, famílias pouco convencionais e o desafio de lidar com sentimentos quando ninguém expressa exatamente o que sente. Em entrevista ao portal LeoDias, Bruno revela seu maior desejo: que o público saia do teatro com uma sensação de libertação.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Gustavo Mendes, Carol Castro, Bruno Fagundes e Angela Rebello estão na peça “A Manhã Seguinte”Divulgação/João Pedro Hachiya Gustavo Mendes, Carol Castro, Bruno Fagundes e Angela Rebello estão na peça “A Manhã Seguinte”Divulgação/João Pedro Hachiya Gustavo Mendes, Carol Castro, Bruno Fagundes e Angela Rebello estão na peça “A Manhã Seguinte”Divulgação/João Pedro Hachiya Gustavo Mendes, Carol Castro, Bruno Fagundes e Angela Rebello estão na peça “A Manhã Seguinte”Divulgação/João Pedro Hachiya Divulgação/João Pedro Hachiya
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“A peça fala muito sobre o que é normal, o que é considerado normalidade. E o quão essa definição pode fazer com que a gente deixe de trocar, de viver, de se apaixonar. A peça fala muito sobre esse estado, entre aspas, de normalidade que as pessoas buscam tanto, e que na verdade, às vezes, não quer dizer nada. O que é ser normal?”, destaca.
“Então, acho que essa é uma das mensagens principais da peça. A outra é de afeto puro. Por isso, quero que as pessoas saiam de lá querendo, no mínimo, se abraçar. E, especialmente, que elas saiam leves depois de terem dado tanta risada. Acho que é isso que a gente está buscando também. Um momento de uma hora e vinte de pura descontração e diversão”, continua.
Para Bruno Fagundes, interpretar Tomás é um grande desafio. “Sou muito movido a coisas que ainda não fiz, e um personagem como ele é totalmente novo para mim. Ele tem um tempo de comédia muito afiado. E tenho piada uma atrás da outra. Estou aproveitando essa oportunidade para fazer um personagem com composição, com uma voz muito diferente da minha, um corpo diferente do meu, um jeito de agir, falar, respirar, andar, se movimentar totalmente diferente do meu. Então, estou transformando essa oportunidade para fazer um trabalho de composição. Estou muito feliz, me divirto muito desenvolvendo o personagem. Não vejo a hora de compartilhar com o público”, salienta.
Química com Carol Castro no palco
Na trama, Kátia (Carol Castro) e Tomás (Bruno Fagundes) se conhecem por acaso e, na manhã seguinte, acordam no mesmo quarto — cercados de incertezas. A situação já seria embaraçosa o suficiente, mas tudo ganha novos contornos com a chegada inesperada da mãe de Kátia (Angela Rebello), cheia de opiniões e sem qualquer filtro. Para completar, surge Márcio (Gustavo Mendes), irmão de Kátia, especialista em roubar a cena e bagunçar ainda mais o que já estava fora do controle.
Questionado sobre como trabalhou a química com Carol Castro para dar credibilidade ao encontro no palco, Bruno explica: “Costumo dizer que nós, atores, na nossa profissão, lidamos com uma questão chamada intimidades imediatas. E foi assim com a Carol. Eu conheci a Carol muito superficialmente – já tinha estado com ela algumas vezes, a gente já tinha feito teste para um filme juntos, que acabou não rolando. E nos encontrávamos em eventos ou no Projac, mas a gente nunca tinha convivido”.
“E eu, cada vez mais, com o tempo e aprimorando o meu ofício e a minha percepção sobre o que eu faço, venho entendendo que química é escuta e disponibilidade. Então, a gente não fez nada antes para construir isso, estamos construindo durante os ensaios. E a Carol é uma pessoa deliciosa de trabalhar, porque ela é uma atriz superatenta, que preza muito a qualidade do trabalho, mas também está muito disposta a trocar. E é isso que importa no fundo. A gente está desenvolvendo um trabalho muito legal, um casal muito legal com momentos muito engraçados, incríveis”, emenda.
“Fazer comédia é muito difícil”
Sobre o gênero, ele acrescenta: “A comédia sempre foi vista como um subgênero, um gênero de segunda categoria ou com menos importância. Você raramente vê filmes de comédia concorrendo a prêmios, isso é uma tendência internacional. E aqui tem muito isso, um certo preconceito com o gênero. Na verdade é uma injustiça, porque fazer comédia é muito difícil”.
“No teatro, especialmente, você tem um segundo a mais, um segundo a menos. E se você atrasar um segundo, a piada não funciona. Se você não souber dar o tom da piada na energia certa, com o volume certo de voz, com a projeção certa, com a clareza certa, a piada não funciona, são milhares de regras”, completa.
Bruno observa ainda que, embora o público não perceba, os atores estão sempre no limite para não perder o timing. “A comédia exige muito do ator. E eu tenho vindo de uma série de trabalhos bastante intensos, profundos na sua comunicação. E aí, poder fazer um trabalho que exige essa técnica da comédia e que se propõe a ser uma coisa leve, tem sido maravilhoso. E o desafio realmente é manter esse humor vivo, se renovar diariamente nesse humor. E claro, fazer o público se divertir. É isso que a gente está buscando”, finaliza.
Após a temporada carioca, o espetáculo seguirá para São Paulo e depois fará uma turnê nacional, passando por diferentes regiões do país. A montagem é apresentada pelo Ministério da Cultura e Caixa Residencial, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet.






