9 de junho de 2026

Como alcançar resultados reais no marketing de influência

Como alcançar resultados reais no marketing de influência
Como alcançar resultados reais no marketing de influência

No cenário digital atual, conquistar a atenção do público exige muito mais do que simplesmente contratar influenciadores.

Até por isso, apesar do crescimento do marketing de influência, uma pesquisa feita pela Data-Makers, em parceria com a CDN Comunicação, revelou que 42% dos chief marketing officer (CMOs) consideram os resultados dessas campanhas equivalentes aos do marketing tradicional.

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Ainda segundo o levantamento, 39% os classificam como inferiores. Apenas 18% avaliam como positivos e 30% como negativos.

Contudo, de acordo com Waleska Pimenta Bueno, sócia da cely, 74% dos consumidores afirmam confiar mais em marcas quando veem conteúdos autênticos criados por influenciadores que realmente usam o produto e muitos relatam tomar decisões de compra com base nessas recomendações.

“Esse contraste entre a percepção dos executivos e o comportamento da audiência revela uma oportunidade estratégica: para gerar resultados reais, as marcas precisam ir além da busca por visibilidade e investir em curadoria, cocriação e conexão genuína com suas comunidades.”

Waleska Pimenta Bueno, sócia da cely

O marketing de influência segue em forte expansão em 2025, consolidando-se como uma das frentes mais estratégicas da comunicação digital. De acordo com a Statista, os investimentos globais no setor devem ultrapassar US$ 26 bilhões até o fim do ano, impulsionados pelo avanço da creator economy e pela centralidade dos conteúdos nativos nas plataformas sociais.

No Brasil, especialistas em comportamento de consumo apontam que mais de 80% dos usuários conectados já foram impactados por recomendações de criadores. Diante disso, as marcas têm buscado, cada vez mais, estratégias que combinem relevância cultural, narrativas autênticas e relacionamento com comunidades digitais.

Para que uma campanha de marketing de influência alcance resultados reais, é preciso ir além da criatividade e fazer a ideia performar. A lógica de “briefing à performance criativa” depende de uma construção estratégica que combina cultura, cocriação, corresponsabilidade e conversa, elementos essenciais para gerar conexão genuína e relevância.

Clareza no briefing

Tudo começa com um bom direcionamento. Um briefing bem estruturado define objetivos, público-alvo, tom de voz e canais de divulgação, garantindo alinhamento entre todos os envolvidos e propósito claro desde a origem da campanha.

Mas, mais do que técnico, o briefing precisa ser culturalmente conectado: refletir o momento da marca, o universo da audiência e a intenção da mensagem.

“Uma campanha de impacto nasce da combinação entre estratégia e sensibilidade. Não basta ter uma ideia criativa, é preciso entender como ela vai se conectar com as pessoas, gerar identificação e entregar resultado para a marca”, completa Waleska.

Curadoria de creators e cocriação de conteúdo

O sucesso de uma campanha está na curadoria estratégica dos influenciadores.

Mais do que números, é essencial identificar vozes com legitimidade, conexão real com o público e afinidade com os valores da marca. A campanha só avança quando estética, tom, timing e contexto estão alinhados.

Waleska reforça que a criação de conteúdo precisa ser colaborativa. “Dar liberdade criativa aos influenciadores, dentro de uma direção estratégica clara, é o que garante autenticidade. É assim que surgem conteúdos com potencial orgânico, que se destacam naturalmente nas redes e ganham tração.”

Aqui, entra o princípio da corresponsabilidade: os creators não são apenas meios de divulgação, mas coautores das mensagens e, por isso, devem ser envolvidos desde o início, com liberdade para adaptar narrativas à sua linguagem.

Corresponsabilidade

Depois que a campanha vai ao ar, o trabalho se transforma, mas não termina. Monitorar os resultados em tempo real, tanto os dados quantitativos quanto os sinais qualitativos , é parte de uma postura corresponsável entre marca, criadores e comunidade.

Não se trata apenas de medir desempenho, mas de interpretar a conversa que se forma: o conteúdo gerou identificação? Provocou trocas genuínas? Inspirou reações espontâneas?

“Esse acompanhamento atento orienta decisões sobre quais caminhos seguir, quais formatos testar e como adaptar as mensagens para manter a relevância. Mais do que distribuir bem o conteúdo, é garantir que ele continue vivo na conversa certa, com as pessoas certas”, afirma Waleska.