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Crime organizado no setor de combustíveis leva maior golpe da história

Por Metrópoles 28/08/2025 10:27
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Três grandes operações, deflagradas nesta quinta-feira (28/8), foram classificadas pelo governo federal como um marco histórico no combate ao crime organizado no Brasil. Quasar, Tank e Carbono Oculto têm em comum o objetivo de desarticular esquemas de lavagem de dinheiro bilionários ligados à cadeia produtiva de combustíveis.

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As ações foram detalhadas em coletiva de imprensa que contou com a participação do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski (foto em destaque), do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e da subsecretária de fiscalização da Receita Federal, Andrea Costa Chaves.

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“Uma das maiores operações da história”
Segundo Lewandowski, a ofensiva marca um momento “auspicioso” para a segurança pública. “Há muito tempo acompanhamos a migração da criminalidade da ilegalidade para a legalidade. Não basta mais apenas uma operação policial. É preciso integração com a Receita e órgãos fazendários. Com certeza, é uma das maiores operações da história contra o crime organizado no mercado legal.”

Haddad destacou que a sofisticação do crime exige resposta igualmente estruturada. “O crime se sofisticou, e o Estado precisa se sofisticar também. Essa operação é exemplar porque conseguiu chegar ao andar de cima da estrutura criminosa, ao patrimônio oculto que financia toda a engrenagem.”

Operação Quasar
A Quasar mira uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituições financeiras. O grupo usava fundos de investimento para ocultar patrimônio ilícito, dificultando a identificação dos beneficiários finais.

Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Campinas e Ribeirão Preto. A Justiça determinou o sequestro integral dos fundos utilizados e bloqueio de bens e valores até R$ 1,2 bilhão.

Operação Tank
A Tank desarticulou uma das maiores redes de lavagem de dinheiro já identificadas no Paraná. O grupo teria lavado pelo menos R$ 600 milhões, movimentando mais de R$ 23 bilhões por meio de postos de combustíveis, distribuidoras, holdings e instituições de pagamento.

Foram cumpridos 14 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão no Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. Bens e valores de 41 pessoas físicas e 255 jurídicas foram bloqueados, somando mais de R$ 1 bilhão.

Operação Carbono Oculto
A Carbono Oculto mobilizou cerca de 1.400 agentes em oito estados (SP, ES, GO, MS, MT, PR, RJ e SC). Mais de 350 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, foram atingidos por mandados de busca, apreensão e prisão. As autoridades estimam que o grupo criminoso sonegou ao menos R$ 7,6 bilhões em impostos.

Dinheiro do crime
As três frentes de investigação têm em comum a estratégia de atingir não apenas os operadores diretos, mas principalmente o patrimônio do crime organizado.

Segundo o ministro Haddad, essa forma de atuação deve se consolidar como modelo: “Quando o dinheiro continua disponível, o crime sobrevive. Essa operação inaugura um novo modo de combater, mirando o fluxo financeiro e não só a prisão de executores.”

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