9 de julho de 2026

Especialista vê agravamento nas relações entre Brasil e EUA após indiciamento de Bolsonaro e Eduardo

Especialista vê agravamento nas relações entre Brasil e EUA após indiciamento de Bolsonaro e Eduardo
Especialista vê agravamento nas relações entre Brasil e EUA após indiciamento de Bolsonaro e Eduardo

O indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) pela Polícia Federal deve aumentar ainda mais as tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos.

Para o analista político Alexandre Bandeira, o episódio representa “mais um galão de gasolina jogado na fogueira” que já consome as relações bilaterais. Segundo ele, não há perspectiva de melhora no curto prazo.

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“As relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, que quase inexistiam com a posse de Donald Trump, entraram em uma escalada de tensão que só piora. O indiciamento é apenas mais um agravante em um cenário sem horizonte de melhora nos próximos meses”, avaliou Alexandre.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Jair Bolsonaro e Eduardo BolsonaroReprodução Reprodução Donald TrumpReprodução: YouTube Ex-presidente Bolsonaro registrou R$ 30 milhões em movimentações, diz Polícia FederalFoto: Antonio Augusto/STF Jair Messias Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Jair Renan BolsonaroReprodução: Instagram/@jairmessiasbolsonaro

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O especialista ressalta que, de um lado, o Brasil enfrenta pressões internas com decisões do Judiciário que confrontam medidas internacionais, como a Lei Magnitsky, além da abertura de novos processos contra a família Bolsonaro. Do outro, Washington sinaliza para o endurecimento de normas restritivas, como o cancelamento de passaportes de autoridades brasileiras e restrições de acesso ao mercado norte-americano.

Outro fator que intensifica a crise, segundo Bandeira, é a movimentação da oposição no Congresso, que apoia Bolsonaro. “Há pressão pela votação da anistia, pedidos de impeachment de ministros do Supremo e uma campanha internacional junto às embaixadas, denunciando supostas práticas abusivas do Judiciário brasileiro”, completou.

O julgamento do ex-presidente no caso da tentativa de golpe de Estado está marcado para 2 de setembro no Supremo Tribunal Federal. Já o indiciamento por coação ainda aguarda análise do Ministério Público Federal para eventual denúncia.