8 de julho de 2026

“Foi um sequestro do parlamento”, afirma Lindbergh sobre ocupação no Congresso Nacional

“Foi um sequestro do parlamento”, afirma Lindbergh sobre ocupação no Congresso Nacional
“Foi um sequestro do parlamento”, afirma Lindbergh sobre ocupação no Congresso Nacional

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), classificou como “inaceitável” a ocupação dos plenários por parlamentares da oposição nesta terça-feira (5/8). Em coletiva de imprensa no Congresso, o deputado afirmou que o ato representa uma “continuidade da tentativa de golpe e um novo ataque às instituições democráticas do país”.

“O que está acontecendo hoje, aqui no parlamento, é inaceitável. Ninguém pode parar, pela força, a atividade parlamentar, os trabalhos legislativos. É uma continuidade desse processo de golpe. Isso é mais que um ataque às instituições”, declarou Lindbergh, ao comparar a ação à invasão de 8 de janeiro de 2023.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia “Foi um sequestro do parlamento”, afirma Lindbergh sobre ocupação na Câmara dos DeputadosReprodução/TV Câmara “Foi um sequestro do parlamento”, afirma Lindbergh sobre ocupação na Câmara dos DeputadosReprodução/TV Câmara Obstrução na Câmara dos Deputados; na foto, parlamentares como Mario Frias e Marcel Van HattemReprodução: Instagram/@mariofriasoficial Coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (5/8) para anunciar “pacote da paz”Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado Deputado federal Lindbergh Farias (PT/RJ) em entrevista à CNN Brasil sobre decretação da prisão domiciliar de Jair BolsonaroReprodução: YouTube/CNN Brasil Eduardo Bolsonaro e o pai, Jair BolsonaroFoto: Pozzebom/Agência Brasil

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O petista avaliou ainda que o movimento da oposição tem como principal objetivo “livrar a cara de Bolsonaro” e forçar a votação de pautas que considera inconstitucionais e antidemocráticas, como a anistia aos envolvidos nos atos golpistas e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF): “Hoje disseram: ‘anistia!’. Se esse parlamento vota a anistia depois de toda essa chantagem, é uma desmoralização”, afirmou. “Outro ponto de pauta deles é o impeachment do Alexandre de Moraes, é o foro privilegiado. Essa não é nossa pauta. Nossa pauta é a vida do povo”.

Durante a coletiva, o líder do PT ainda voltou a pedir providências contra parlamentares envolvidos em atos antidemocráticos e aliados de Jair Bolsonaro, citando diretamente os deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carla Zambelli (PL-SP). Zambelli está presa na Itália e, mesmo assim, permanece com mandato ativo e remuneração, assim como Eduardo, alvo de investigações e atual residente dos Estados Unidos (EUA).

Lindbergh informou ainda que entrou em contato com o presidente em exercício da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que estaria retornando a Brasília após participar de um evento com o ministro Alexandre Padilha na Paraíba. O petista disse que é responsabilidade da presidência da Casa “restabelecer o controle e a ordem”:

“A palavra para definir o que houve hoje aqui foi um sequestro, da mesa e do parlamento. Foi um atentado grave, e nós não podemos subestimar o que está acontecendo hoje. É um ataque violento ao parlamento, todas as instituições estão sendo ameaçadas”, alertou.

Por fim, Lindbergh defendeu que todos os parlamentares que ocuparam a mesa diretora da Câmara nesta terça sejam responsabilizados no Conselho de Ética. “Cada um dos deputados que ocuparam a mesa dessa forma autoritária podem, e vão, ser responsabilizados. Isso não vamos aceitar”, concluiu.