1 de julho de 2026

Justiça reconhece paternidade pós-morte em audiência realizada em Brasiléia

Justiça reconhece paternidade pós-morte em audiência realizada em Brasiléia
 Amigos do pai e tias paternas, irmãs do falecido, foram ouvidos e confirmaram a filiação. Foto: Cedida

A manhã deste sábado,16, marcou um momento histórico na vida de Leida Lopes da Silva, que a partir de agora passa a se chamar Leida Lopes Goulart Cabral. Durante a ação “Meu Pai Tem Nome”, promovida pela Defensoria Pública do Acre, foi reconhecida judicialmente a paternidade de seu pai biológico, já falecido, que não pôde registrá-la quando nasceu.

Leida cresceu registrada apenas com o nome da mãe. Seu pai faleceu quando ela tinha apenas um ano de idade, em um contexto marcado por dificuldades legais e sociais. Na época, a legislação impunha obstáculos ao reconhecimento da paternidade quando não havia vínculo matrimonial formal entre os pais, especialmente em regiões com desafios geográficos, como no interior do Acre.

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Décadas depois, Leida conseguiu realizar o sonho de ver sua história oficialmente reconhecida. Para isso, contou com o apoio da Defensoria Pública, que ingressou com pedido de reconhecimento de paternidade em audiência realizada no município de Brasiléia. Amigos do pai e tias paternas, irmãs do falecido, foram ouvidos e confirmaram a filiação.

O defensor público Henry Sandres esteve a frente do processo e contou com manifestação favorável do Ministério Público, representado pelo promotor Juliandro, e sentença procedente proferida pelo juiz José. Com a decisão, Leida terá sua certidão de nascimento retificada, passando a carregar o sobrenome do pai.

Embora não tenha saído do ato já com o novo registro, pois o cartório responsável é o de Xapuri, Leida recebeu a ata judicial com a sentença, documento que garante a efetivação da alteração.
Mais que uma mudança no papel, a conquista representa para Leida o direito de ver sua identidade reconhecida e sua história de vida resgatada.

Por Secom