5 de julho de 2026

Líder do PT na Câmara diz que partido é contra PEC do fim do foro

Líder do PT na Câmara diz que partido é contra PEC do fim do foro
Líder do PT na Câmara diz que partido é contra PEC do fim do foro

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), declarou nesta sexta-feira (8/8) que seu partido não vai apoiar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim do foro privilegiado.

Ele afirma que participou de todas as reuniões com os líderes e com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), e que não houve nenhum acordo. Segundo ele, a discussão sobre o tema se dá “fruto da pressão de quem fez chantagem”.

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“Somos contra essa PEC do Foro, porque ela que nasce da pior forma possível, numa negociação espúria, às escondidas, fruto da pressão de quem fez chantagem, para garantir a impunidade. Trata-se de uma aliança entre bolsonaristas desesperados e um trem da alegria para proteger deputados”, declarou na rede social X.

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O petista citou também o Projeto de Lei (PL) da anistia. Segundo ele, é uma pauta “inadmissível”: Nós não somos colônia”.

“Se houve qualquer acordo clandestino nós não reconhecemos nem aceitaremos. É um desrespeito ao Colégio de Líderes, que tem o dever e legitimidade de decidir a pauta do Plenário junto com presidente da Câmara”, afirmou.

A proposta do fim do foro privilegiado é uma das pautas do chamado “pacote da paz” defendido pela oposição bolsonarista na Casa, que essa semana chegou a fazer um motim nos plenários da Câmara e do Senado.

A medida é a que mais tem chances de avançar, uma vez que caciques do Centrão também vê com bons olhos o texto.

A PEC extingue a regra de deputados e senadores serem julgados, obrigatoriamente, no Supremo por crimes cometidos durante o mandato, mas mantém a competência em casos envolvendo presidente e vice-presidente. A proposta remeteria o início das análises para a primeira instância, aumentando o tempo de tramitação.

Apesar de não beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) diretamente, a proposta pode tirar outros componentes da ala bolsonarista da competência do Supremo, como Eduardo Bolsonaro (PL-SP), investigado por crimes contra a soberania nacional, ou até mesmo Marcel van Hattem (Novo-RS), investigado por expor fotos do delegado Fábio Shor na tribuna.