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Lira deve manter controle da Caixa, mesmo com “término” do PP com Lula

Por Metrópoles 31/08/2025 00:27
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De acordo com uma ala do governo, o ex-presidente da Câmara Arthur Lira deve manter o controle da Caixa Econômica Federal, mesmo diante do esperado rompimento do seu partido, o PP, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nos bastidores da sigla e do PT, as indicações para a cúpula do órgão são tratadas como uma concessão de cunho pessoal ao parlamentar, e não devem ser afetadas pelo desembarque formal de sua legenda.

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Interlocutores governistas apontam os fatores que colaboram para a permanência da influência de Lira sobre a Caixa, considerada por parlamentares como uma das joias da coroa da máquina pública. O principal é que, além de o presidente do órgão, Carlos Vieira, ser um indicado direto do ex-presidente da Câmara, vários vice-presidentes foram apadrinhados por um consórcio de partidos do Centrão, que vão além do PP, incluindo também o Republicanos do atual presidente da Casa, Hugo Motta.

O fator pessoal tem a ver com uma espécie de “agradecimento” pela colaboração de Lira com o governo durante o período em que presidiu a Câmara, nos dois primeiros anos do governo Lula. O futuro também está no horizonte do Planalto, uma vez que o parlamentar é o relator do projeto de isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Trata-se da principal aposta do PT para catapultar a avaliação do presidente visando a reeleição em 2026.

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Carlos Vieira

Divulgação/Caixa2 de 5

O ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL)

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto3 de 5

Reprodução Instagram4 de 5

Jantar reuniu caciques do MDB, PSD, União Brasil, PP, e Republicanos com governadores de direita

Augusto Tenório/Metrópoles5 de 5

Caixa Econômica Federal

AngelaMacario/iStock Editorial/Getty Images Plus

No PP, há divergências sobre a permanência na Caixa, que apontam que o partido precisa retirar todos os pés do governo se quiser, de fato, embarcar em um projeto de candidatura da direita para o ano que vem. Esse é o norte da federação firmada, recentemente, pela sigla com o União Brasil. Juntos, os partidos serão a maior força do Congresso, e buscam eleger um nome conservador ao Planalto no próximo ano.

Presidido por Antônio Rueda, o União Brasil planeja anunciar oficialmente o desembarque até a próxima quarta-feira (3/9), e aguarda uma definição do PP, chefiado pelo senador Ciro Nogueira (PI), na esperança de um anúncio conjunto. O Progressistas, que antes pressionava a sigla aliada a publicizar o rompimento, agora tenta resolver o impasse da Caixa antes de tomar uma decisão.

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Desembarque do União-PP

Em segundo plano, o PP ainda tenta pacificar internamente a entrega do Ministério do Esporte, hoje comandando pelo ex-líder do partido na Câmara André Fufuca. Ele também demonstra resistência em entregar o cargo. Interlocutores indicam que o titular da pasta ainda tem esperanças de manter um pé da sigla no governo. Ele é cotado a disputar uma vaga no Senado no Maranhão, estado onde o apoio de Lula pode transferir votos.

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