9 de julho de 2026

Lula promete enviar ao Congresso projeto que regula big techs após denúncia de Felca

Lula promete enviar ao Congresso projeto que regula big techs após denúncia de Felca
Lula promete enviar ao Congresso projeto que regula big techs após denúncia de Felca

Após a intensa repercussão do vídeo publicado pelo influenciador digital Felca denunciando a sexualização e a adultização de crianças nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que, nesta quarta-feira (13/8), terá em mãos a versão final do projeto de lei que pretende regulamentar as plataformas digitais no Brasil. A medida, que está há dois meses em análise na Casa Civil, deve ser enviada ao Congresso Nacional ainda nesta semana.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, reforçou que “regular as redes sociais é questão de segurança” e afirmou que a proposta será uma resposta à crescente preocupação com crimes virtuais que atingem especialmente crianças e adolescentes. O ministro citou o vídeo de Felca como exemplo da gravidade do problema. Segundo Costa, a denúncia pode motivar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado para investigar o caso.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Lula e Rui CostaReprodução: Internet “Vou ter a gentileza de ligar para o Trump”, declara Lula sobre a COP30Reprodução: Canal Gov Luiz Inácio Lula da Silva (PT)Reprodução: © Marcelo Camargo/Agência Brasil Felca vence processor judiciais contra redes sociais e entra com ação contra mais de 200 perfisFoto: Reprodução/Felca Felca e Hytalo SantosReprodução: Redes Sociais

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Em entrevista à rádio Alvorada FM, Rui Costa criticou o lucro bilionário de empresas de tecnologia “às custas da integridade física e psicológica das pessoas” e defendeu que a legislação puna não apenas quem produz conteúdos ilegais, mas também quem facilita sua circulação.

Na noite de terça-feira (12/8), Lula também falou sobre o assunto em entrevista à rádio BandNews. O presidente disse que a resistência à regulamentação vem, em grande parte, de pessoas que lucram com a ausência de regras. “O crime, que é crime na vida normal, tem que ser crime na vida digital. Não tem porquê ser diferente”, afirmou.

O petista relembrou um episódio envolvendo a primeira-dama, Janja, que, durante um encontro com o presidente da China, Xi Jinping, mencionou a necessidade de regulamentar redes sociais como o TikTok. À época, o comentário gerou críticas, mas Lula disse que a posição dela estava correta. “Naquele momento, ela foi atacada, mas agora está provado que tinha razão. Amanhã, o texto final estará aprovado e seguirá para o Congresso”, declarou.

Entre os pontos discutidos pela equipe do governo estão a proteção de grupos vulneráveis, a retirada de conteúdos ilegais, o combate a discursos de ódio e a desinformação em massa. Um dos impasses ainda é decidir qual órgão será responsável pela fiscalização. As opções incluem a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ou a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

O debate ganhou força após decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que ampliaram as obrigações das plataformas digitais, declarando parcialmente inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet. A Corte concluiu que o texto atual não oferece proteção suficiente aos direitos fundamentais e apelou ao Congresso para criar uma legislação mais detalhada.