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Ministério Público pede na Justiça para que Hytalo Santos perca acesso às redes sociais e seja proibido de ter contato com menores

Por Redação 12/08/2025 17:41
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O Ministério Público da Paraíba (MPPB) obteve uma decisão judicial em caráter provisório nesta terça-feira (12) que impõe três medidas severas contra o influenciador digital Hytalo Santos, de 28 anos:

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  1. Bloqueio de acesso às redes sociais;

  2. Suspensão da monetização de seu conteúdo;

  3. Proibição de contato com menores de idade mencionados no processo.

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Os pedidos foram formalizados em ação civil pública pela promotora Ana Maria França, da comarca de Bayeux. A decisão decorre de denúncias gravíssimas de adultização e exposição sexualizada de adolescentes em vídeos compartilhados pelo influenciador desde 2020.

Nas redes e além: o cerne das investigações

As investigações revelaram que cerca de 17 adolescentes, em grande parte legalmente emancipados, participavam de vídeos do influenciador, com cenas envolvendo danças sensuais, beijos e perguntas de conotação sexual, configurando situações de adultização.

Além disso, há denúncias de que Hytalo oferecia iPhones, pagamento de aluguel e mensalidades escolares aos familiares dessas adolescentes como forma de garantir sua participação — uma prática que está sob escrutínio do Ministério Público.

Denúncias públicas e repercussão

O caso ganhou impulso nacional depois que o youtuber Felca publicou um vídeo que já soma mais de 30 milhões de visualizações, denunciando o que classificou como exploração de menores e usando como exemplo emblemático Kamyla (Kamylinha) Santos, atualmente com 17 anos, que começou a gravar com Hytalo aos 12.

Desde sexta-feira (8 de agosto de 2025), o perfil de Hytalo no Instagram já havia sido derrubado pela Meta, e a influência da denúncia motivou o MP a pedir que essa suspensão fosse mantida e estendida a outras plataformas.

Empresa de rifas sob investigação

Paralelamente, o MPPB, junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e à Polícia Civil, recomendou à Lotep (empresa de rifas de Hytalo) a suspensão imediata das operações, sob suspeitas de uso indevido da imagem de menores para promoção de jogos e sorteios, o que pode configurar exploração infantil e violações do Estatuto da Criança e do Adolescente.

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