Início / Versão completa
Geral

O olhar humano como diferencial na era da inteligência artificial

Por Metrópoles 11/08/2025 16:27
Publicidade

Em tempos de inteligência artificial, automação de processos e decisões orientadas por dados, pode parecer que o fator humano está perdendo espaço. Mas, a verdade é o contrário: nunca foi tão essencial olharmos com atenção para as pessoas — especialmente dentro do ambiente de trabalho.

Publicidade

No mercado publicitário, onde a criatividade, a conexão e o pertencimento são ferramentas de inovação, investir na experiência dos colaboradores é mais do que uma boa prática — é uma estratégia essencial.

E é aqui que entra a importância de considerar toda a jornada do colaborador, desde o primeiro contato na entrevista até o desligamento da agência.

A IA pode estar presente em todos os processos, de ponta a ponta, porém, quanto mais nos apoiamos na tecnologia, mais precisamos nos lembrar de que ela não pode substituir o cuidado, a escuta ativa, a empatia e o senso de pertencimento.

Publicidade

A IA pode sugerir o candidato ideal, mas só o olhar atento e humano é capaz de considerar vivências, contextos e trajetórias.

O conceito de jornada do colaborador propõe que a experiência das pessoas dentro da organização seja pensada como um processo contínuo — e não com etapas isoladas. É sobre desenhar e cuidar de todas as interações que uma pessoa tem com a empresa.

Processos de recrutamento inclusivos e intencionais, chegada e integração de forma estruturada e acolhedora, liderança baseada em confiança, ações de bem-estar e de diversidade e um encerramento de ciclo respeitoso, com espaço para aprendizado mútuo e reconhecimento.

Esses elementos têm potencial para aumentar o engajamento e reduzir a rotatividade, criando espaços mais saudáveis, criativos e inovadores.

Em um ambiente criativo como o das agências, onde pessoas devem ser o maior ativo, a gestão sensível, inclusiva e personalizada torna-se um diferencial competitivo. A tecnologia é uma aliada, mas ela não substitui o afeto, a sensibilidade e o cuidado.

O futuro do trabalho — e do mercado publicitário — está na integração entre dados e emoções, automação e escuta, IA e intencionalidade humana.

Agências que entendem isso não apenas retêm talentos: elas criam times diversos, criativos e engajados, que podem propor novas ideias.

Como disse Maya Angelou: “As pessoas esquecerão o que você disse, esquecerão o que você fez, mas nunca esquecerão como você as fez sentir.”

Em um mercado em que tudo muda tão rápido, a sensação de ser visto, ouvido e reconhecido é o que pode construir vínculos duradouros — e essa é uma inteligência que nenhuma máquina é capaz de construir.

Debora Moura é head de diversidade e inclusão do Grupo Dreamers e da Artplan. Vencedora do Prêmio Potências 2024 na categoria “Liderança Negra”, integra o Conselho Consultivo da Rede de Jornalistas Pretos.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.