Início / Versão completa
MUNDO

“Os Departamentos de Justiça e de Estado anunciam uma recompensa histórica de US$ 50 milhões por informações que levem à prisão de Nicolás Maduro. Ele utiliza organizações terroristas estrangeiras para trazer drogas letais e violência ao nosso país”, afirmou.

Por Vitor Nobre 07/08/2025 19:16
Publicidade

 

 

Washington, 7 de agosto de 2025 — Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (7) que dobraram a recompensa por informações que levem à prisão ou condenação de Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. O valor passou de US$ 25 milhões para US$ 50 milhões (cerca de R$ 270 milhões), tornando-se uma das maiores recompensas oferecidas por um líder estrangeiro na história recente dos EUA.

Publicidade

O anúncio foi feito pela procuradora-geral norte-americana, Pam Bondi, que classificou Maduro como “uma ameaça direta à segurança nacional dos Estados Unidos”. Segundo Bondi, o presidente venezuelano estaria envolvido com organizações terroristas internacionais para facilitar o tráfico de drogas em larga escala, sendo descrito como “um dos maiores narcotraficantes do mundo”.

“Os Departamentos de Justiça e de Estado anunciam uma recompensa histórica de US$ 50 milhões por informações que levem à prisão de Nicolás Maduro. Ele utiliza organizações terroristas estrangeiras para trazer drogas letais e violência ao nosso país”, declarou Bondi em coletiva de imprensa.

Ainda no início de janeiro, sob o governo do presidente Joe Biden, os EUA já haviam publicado um cartaz de “procurado” com a imagem de Maduro, oferecendo inicialmente US$ 25 milhões. O novo valor indica o aumento das tensões entre Washington e Caracas, além de reforçar a posição americana de não reconhecer a legitimidade do governo de Maduro.

Publicidade

O governo venezuelano ainda não se manifestou oficialmente sobre o novo anúncio, mas, em ocasiões anteriores, Maduro acusou os Estados Unidos de tentarem promover um golpe e desestabilizar o país por meio de sanções econômicas e ações diplomáticas.

A recompensa faz parte de uma ofensiva mais ampla contra o tráfico internacional de drogas e o apoio a grupos considerados terroristas, intensificada pelo Departamento de Justiça nos últimos meses. Além de Maduro, outros altos funcionários do governo venezuelano também enfrentam acusações nos EUA.

A medida aprofunda o isolamento diplomático do governo venezuelano e levanta dúvidas sobre possíveis reações da comunidade internacional, especialmente entre aliados de Caracas, como Rússia, China e Irã.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.