2 fevereiro 2026

Pastor Silas Malafaia entra na mira da PF em inquérito que apura ataques ao STF

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O pastor Silas Malafaia, um dos mais influentes líderes religiosos do Brasil, está sob investigação da Polícia Federal em um inquérito que apura ações contra as instituições democráticas do país. O religioso foi incluído na mesma investigação que já envolve Jair Bolsonaro, seu filho Eduardo Bolsonaro e o comentarista Paulo Figueiredo.

O inquérito, aberto em maio, apura a tentativa de desestabilizar o andamento do processo em que Jair Bolsonaro é réu por tentativa de golpe de Estado. As ações investigadas incluem a coação de autoridades, a obstrução de investigações e a busca por sanções internacionais contra o Brasil, com o objetivo de pressionar o poder judiciário.

Segundo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, relator do caso, os suspeitos buscam “prejudicar, embaraçar, retardar ou impedir a atuação de agentes públicos” e estão sendo investigados por crimes como coação no curso do processo e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Silas Malafaia foi um dos principais articuladores do ato de apoio a Jair Bolsonaro em 3 de agosto, evento no qual Bolsonaro fez uma aparição em vídeo que resultou em sua prisão domiciliar no dia seguinte. Nesta quinta-feira, Malafaia voltou a publicar um vídeo em suas redes sociais, no qual reitera suas críticas ao ministro Alexandre de Moraes e defende que ele seja julgado e preso.

Em resposta, o pastor declarou à imprensa que desconhece a investigação e que não recebeu nenhuma notificação da Polícia Federal. Ele classificou a situação como “mais uma prova inequívoca de que o Estado democrático brasileiro está sendo jogado na lata do lixo, comandado pelo ditador da toga Alexandre de Moraes”.

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